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A pensão que Marcos Matsunaga pagava à filha do 1º casamento

Escritor diz que Marcos Matsunaga escondia empresa que faturava R$ 25 milhões por ano

A história por trás da vida de Marcos Matsunaga, morto em 19 de maio de 2012 no apartamento de luxo do casal em São Paulo, ganhou novos detalhes com os relatos do escritor Ullisses Campbell. Entre as revelações está o valor da pensão que o empresário pagava à filha do primeiro casamento, com Lívia Sousa: R$ 8 mil por mês.

Antes de se envolver com Elize Matsunaga e deixar Lívia, Marcos tinha um casamento com a primeira mulher e uma filha. Segundo Campbell, o valor da pensão foi calculado sobre o rendimento formal do empresário, que aparecia como diretor executivo com salário de R$ 25 mil.

Mas esse contracheque, segundo o escritor, não refletia a real dimensão da fortuna. ‘A própria pensão que ele dava, ele era muito rico, mas quando morreu descobriu que ele era muito rico porque ele fraudava a empresa, ele mesmo criou uma outra empresa e desviava, e é dessa atividade irregular que dava muito dinheiro para ele. O salário de diretor executivo era 25 mil. A pensão da menina foi calculada em 8 mil reais, sendo que isso era o que ele gastava com uma p**’, afirmou Campbell.

A empresa clandestina de R$ 25 milhões por ano

De acordo com o escritor, foi só após a morte de Marcos que as chamadas ‘maracutaias’ vieram à tona. Ele teria montado, dentro da própria empresa, uma companhia clandestina de exportação, que movimentava valores muito acima do que ele declarava.

‘E ai quando você vai pra separação, o que vai é o contracheque dele. Essas maracutaias dele impactou até na herança dele. A empresa clandestina dele faturava 25 milhões de reais por ano! O Marcos criou dentro da empresa uma empresa de exportação, e fez por debaixo dos panos. Por isso que essa mulher quando separa, sai com uma mão na frente e outra atrás’, declarou Campbell.

O impacto recaiu diretamente sobre Lívia. Antes de casar com Marcos, ela trabalhava na fábrica. ‘Ela era funcionária do baixo escalão da fábrica’, disse o escritor. Com a separação, segundo ele, veio a queda: ‘E essa mulher que vivia uma vida de luxo, volta para a mesma vidinha que ela tinha antes, de operária’.

A vida dupla e o alerta de Lívia a Elize

Campbell descreveu Marcos como um homem de vida dupla, que sustentava simultaneamente o casamento e o relacionamento paralelo com Elize. ‘Ele tinha uma vida dupla, era casado com a primeira mulher, que era o baixo escalão da fábrica. E ele manteve um relacionamento paralelo com a Elize. A mulher que começa a namorar um homem casado e achar que ele vai ser fiel a ela…É muita pretensão achar que não vai ser traída’, afirmou.

Ao deixar Lívia para ficar com Elize, Marcos teria provocado uma conversa entre as duas. Segundo o escritor, a primeira mulher fez um alerta: ‘A primeira mulher do Marcos, quando o Marcos dá o fora nela para ficar com a Elize, essa mulher vai lá falar com ela e diz: ‘olha, ele vai fazer contigo exatamente o que fez comigo. Eu vou sair desse casamento com uma mão na frente e outra atrás’. E dito e feito’.

O que a família só descobriu depois do crime

Campbell também contou como os pais de Marcos reagiram após o homicídio. Segundo ele, eles não conheciam a real vida do filho nem a origem de Elize. ‘Quando eu fui conversar com o pai do Marcos. Os pais do Marcos Matsunaga só descobriram quem ele era depois do crime. Eles não sabiam qual era a origem da Elize, achavam que ela era uma enfermeira!’, relatou.

A desconfiança chegou à filha do casal. De acordo com o escritor, os avós paternos chegaram a pedir um teste de DNA na criança. ‘Quando eles descobrem o que ela era, mandam fazer um teste de DNA na menina para saberem se realmente era filha do Marcos. Enquanto não saiu o resultado do teste, eles não pegaram nem no colo, só pegaram no colo quando viram que era filha’, disse Campbell.

Em relato sobre a conversa com Mtisuo, pai de Marcos, o escritor reproduziu a comparação feita entre os dois filhos: ‘Primeira coisa que ele fala é que toda desgraça da família foi levada pelo Marcos. Ele me fala: eu tenho dois filhos, o Marcos e o Mauro. O Mauro tá casado com a primeira namorada, o Marcos teve dois casamentos e trocava de mulher como quem troca de roupa. O Mauro não bebe, não sai pra noite, o Marcos era da noitada. Ou seja, quando ele faz essa comparação e bota essa etiqueta no filho, ele quer dizer que o filho traçou esse destino dele’.

Marcos foi morto em 19 de maio de 2012. Pelo crime, Elize Matsunaga foi condenada a 16 anos de prisão e entrou no regime aberto em 2022.

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