O pastor Romildo Batista de Lima, de 69 anos, está entre as vítimas dos terremotos que atingiram a Venezuela na última quarta-feira (24). Natural de Chapada de Minas (MG) e morador de Uberlândia há mais de dez anos, ele estava em Caracas com a esposa quando os fortes tremores atingiram a capital venezuelana.
O casal tentava se proteger durante os abalos quando uma parede desabou sobre eles. Romildo sofreu ferimentos graves e morreu na madrugada seguinte. A esposa, Carlha Nacarid, sobreviveu, mas permanece internada após sofrer uma fratura na bacia.
Enquanto enfrenta o luto, a família agora busca viabilizar o traslado do corpo para Minas Gerais. Segundo parentes, ainda faltam documentos, como a certidão de óbito, e a conclusão dos trâmites consulares para que o sepultamento possa ocorrer no Brasil.
Tragédia deixou centenas de mortos
Os terremotos registrados na Venezuela foram os mais intensos no país em mais de um século e provocaram destruição em Caracas e em cidades da região norte.
De acordo com o balanço mais recente divulgado pelo governo venezuelano, 920 pessoas morreram e 2.980 ficaram feridas. O número de vítimas ainda pode aumentar, já que equipes de resgate continuam procurando desaparecidos entre os escombros.
As áreas mais atingidas registraram desabamentos de edifícios, interrupções em serviços essenciais e milhares de pessoas desalojadas, ampliando a crise humanitária no país.
Itamaraty acompanha o caso
O Ministério das Relações Exteriores confirmou que dois brasileiros morreram durante os terremotos, mas não divulgou oficialmente as identidades das vítimas por questões de privacidade.
Segundo o Itamaraty, a assistência consular está sendo prestada às famílias afetadas, incluindo apoio nos procedimentos relacionados ao traslado dos corpos e ao atendimento aos brasileiros envolvidos na tragédia.
Família de pastor aguarda retorno ao Brasil
Parentes de Romildo afirmam que o pastor gostava de viajar e comemorou recentemente seus 69 anos. A sobrinha, Jhulya Ribeiro de Lima, contou que a família vive dias de angústia enquanto aguarda a liberação da documentação necessária para trazer o corpo ao Brasil.
Além da dor pela perda, os familiares acompanham a recuperação de Carlha, que segue hospitalizada na Venezuela.
Tragédia reforça desafios em grandes desastres
Especialistas apontam que a combinação entre terremotos de grande magnitude e a fragilidade da infraestrutura em algumas regiões venezuelanas contribuiu para a elevada quantidade de vítimas.
O episódio também evidencia as dificuldades enfrentadas por brasileiros que se envolvem em situações de emergência no exterior, especialmente em países que vivem crises econômicas e estruturais, tornando o trabalho de assistência humanitária e consular ainda mais complexo.
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