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Falta 1 ano! Brasil se prepara para sediar a Copa do Mundo Feminina 

Pela primeira vez na história, o Brasil será palco da Copa do Mundo Feminina da FIFA. A exatamente um ano do início da competição, o país intensifica os preparativos para receber o principal torneio do futebol, que será disputado entre os dias 24 de junho e 25 de julho de 2027.

Após sediar duas edições da Copa do Mundo masculina, em 1950 e 2014, o Brasil se prepara para escrever um novo capítulo em sua trajetória esportiva ao receber a décima edição do Mundial feminino. A expectativa é que o torneio consolide ainda mais o crescimento da modalidade e deixe um legado duradouro para as futuras gerações.

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A edição mais recente da competição, realizada em 2023 na Austrália e na Nova Zelândia, bateu recordes de público, audiência global, engajamento digital e interesse comercial, reforçando o avanço do futebol feminino em escala internacional. O sucesso do evento elevou o status da modalidade e ampliou sua relevância dentro e fora dos gramados.

CBF destaca impacto histórico do Mundial

O presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Samir Xaud, afirmou que a realização do torneio representa um marco para o país.

“Falta apenas um ano para o momento que ficará marcado na história do nosso país. Para a CBF e para todos os brasileiros, é motivo de muito orgulho sediar a Copa do Mundo Feminina. Será uma oportunidade de mostrar ao mundo a nossa paixão pelo futebol e, principalmente, a força do futebol feminino brasileiro”, declarou.

Segundo ele, o evento tem potencial para inspirar milhares de meninas em todo o território nacional e impulsionar o desenvolvimento da modalidade.

A vice-presidente da CBF e presidente da Federação Paraibana de Futebol, Michelle Ramalho, destacou que os preparativos já estão em andamento.

“O trabalho que estamos realizando agora será fundamental para a entrega de uma competição de sucesso. Estamos construindo algo que vai inspirar futuras gerações de meninas e mulheres no futebol”, afirmou.

Já Aline Pellegrino, diretora executiva de Legado e Relações Institucionais da Copa do Mundo Feminina de 2027, acredita que o torneio poderá provocar mudanças culturais e sociais significativas.

“Acredito que essa Copa do Mundo irá deixar um legado real de mudança cultural e social. Desde quando eu jogava pela Seleção, falava desse sonho de ver o futebol feminino enraizado no Brasil. Acho que a gente está no caminho”, avaliou.

Escolha do Brasil como sede

A confirmação do Brasil como país-sede ocorreu em 17 de maio de 2024, durante votação realizada no Congresso da FIFA, em Bangcoc, na Tailândia. A candidatura brasileira superou a proposta conjunta apresentada por Alemanha, Bélgica e Holanda.

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Na votação final, o Brasil recebeu 119 votos, contra 78 da candidatura europeia, garantindo o direito de sediar pela primeira vez uma Copa do Mundo Feminina.

Oito cidades receberão partidas

A competição será disputada em oito cidades que também integraram a organização da Copa do Mundo masculina de 2014:

  • Belo Horizonte
  • Brasília
  • Fortaleza
  • Porto Alegre
  • Recife
  • Rio de Janeiro
  • Salvador
  • São Paulo

Os jogos acontecerão nos estádios Mineirão, Arena BRB Mané Garrincha, Arena Castelão, Beira-Rio, Arena Pernambuco, Maracanã, Arena Fonte Nova e Neo Química Arena.

Seleções já garantidas no Mundial

A Copa do Mundo Feminina de 2027 contará com 32 seleções, repetindo o formato utilizado na edição de 2023. Até o momento, 14 equipes já estão classificadas:

  • Brasil
  • Alemanha
  • Argentina
  • Austrália
  • China
  • Colômbia
  • Coreia do Norte
  • Coreia do Sul
  • Dinamarca
  • Espanha
  • Filipinas
  • França
  • Japão
  • Nova Zelândia

Brasil busca título inédito em casa

Dona de uma das histórias mais importantes do futebol feminino mundial, a Seleção Brasileira chega ao ciclo da Copa de 2027 embalada pelo sonho de conquistar seu primeiro título mundial.

Apesar de nunca ter levantado a taça, o Brasil acumula campanhas de destaque. O melhor resultado foi o vice-campeonato conquistado em 2007. Além disso, a equipe terminou em terceiro lugar em 1999 e alcançou as quartas de final em 2003 e 2011.

A trajetória da seleção também é marcada por nomes históricos. A ex-volante Formiga é a segunda atleta com mais partidas disputadas em Copas do Mundo Femininas, com 27 jogos. Já Marta lidera o ranking de maior artilheira da história da competição, com 17 gols marcados.

Ao longo das nove edições já realizadas do Mundial, apenas cinco países conquistaram o título: Estados Unidos (quatro vezes), Alemanha (duas), Noruega, Japão e Espanha.

Histórico das Copas do Mundo Femininas

As edições anteriores da Copa do Mundo Feminina da FIFA foram realizadas nos seguintes países:

  • 1991 – China
  • 1995 – Suécia
  • 1999 – Estados Unidos
  • 2003 – Estados Unidos
  • 2007 – China
  • 2011 – Alemanha
  • 2015 – Canadá
  • 2019 – França
  • 2023 – Austrália e Nova Zelândia

Antes da criação oficial do torneio, a FIFA promoveu em 1988 um campeonato experimental na China para avaliar a viabilidade de uma competição mundial feminina. O Brasil terminou em terceiro lugar, e o sucesso do evento levou à oficialização da primeira Copa do Mundo Feminina em 1991.

Com um ano para a bola rolar, a expectativa é que a edição brasileira marque uma nova etapa para o futebol feminino nacional, ampliando investimentos, visibilidade e oportunidades para atletas em todo o país.

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