A Ypê teve parte dos produtos anteriormente suspensos liberada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária, mas determinados lotes de lava-louças, desinfetantes e lava-roupas continuam proibidos para comercialização, distribuição e uso. A nova decisão foi publicada no Diário Oficial da União nesta segunda-feira, 22 de junho de 2026, após a análise de documentos e resultados de testes laboratoriais apresentados pela fabricante Química Amparo.
Com a atualização, foram liberados os lava-louças Ypê fabricados em 2026, inclusive os pertencentes a lotes com numeração final 1. Também estão autorizados os desinfetantes Bak Ypê e Pinho Ypê produzidos a partir de 1º de janeiro de 2026. Segundo a Anvisa, os testes referentes aos produtos fabricados nos primeiros meses deste ano apresentaram resultados satisfatórios.
Lotes suspensos
Continuam suspensos, no entanto, os lava-louças Ypê pertencentes a lotes terminados em 1 e fabricados até 31 de dezembro de 2025. A mesma restrição vale para os desinfetantes Bak Ypê e Pinho Ypê com final de lote 1, produzidos até o último dia de 2025.
No caso dos lava-roupas líquidos Tixan Ypê, a proibição permanece mais ampla. Não podem ser comercializados, distribuídos ou utilizados os produtos com lotes terminados em 1 fabricados até 31 de março de 2026. As unidades produzidas a partir de 1º de abril estão liberadas para venda e uso.
A medida envolvendo os lava-roupas também prevê o recolhimento voluntário dos produtos abrangidos pela restrição. A fabricante deverá retirar esses itens do mercado e atender os consumidores que ainda tenham unidades em casa. A Ypê informou que continuará realizando a troca ou o reembolso dos lava-roupas líquidos produzidos até março de 2026 e identificados pelo final de lote 1.
Verificação do código do lote
Para saber se o produto está incluído na proibição, o consumidor deve verificar o código do lote e a data de fabricação impressos na embalagem. Não basta observar apenas a marca ou o tipo do produto, pois a restrição alcança períodos de produção e numerações específicas.
Quem encontrar em casa um dos itens ainda suspensos não deve utilizá-lo. A recomendação é manter a embalagem fechada, guardada em local seco e ventilado, longe do alcance de crianças e animais, e entrar em contato com o Serviço de Atendimento ao Consumidor da Ypê para receber orientações sobre troca, devolução, reembolso ou recolhimento.
A revisão da medida considerou documentos enviados pela Química Amparo à Anvisa nos dias 12 e 15 de junho, além de novos resultados de análises laboratoriais. Os dados permitiram a liberação dos detergentes e desinfetantes fabricados em janeiro e fevereiro de 2026, que ainda estavam abrangidos pela decisão anterior.
A restrição inicial havia sido determinada em 7 de maio de 2026 e atingia 23 produtos líquidos da marca com lotes terminados em 1. A decisão ocorreu depois de uma inspeção realizada na fábrica da Química Amparo, localizada em Amparo, no interior de São Paulo, pela Anvisa, pelo Centro de Vigilância Sanitária do Estado de São Paulo e pela Vigilância Sanitária municipal.
Irregularidades detectadas
Durante a fiscalização, foram identificadas 76 irregularidades, incluindo falhas nos sistemas de garantia da qualidade, produção e controle de qualidade. Conforme a agência, os problemas comprometiam requisitos de boas práticas de fabricação e indicavam possibilidade de contaminação microbiológica.
Após a apresentação de recurso pela empresa, o processo passou por diferentes revisões. A fabricante apresentou medidas corretivas, investimentos, mudanças nos processos industriais e um plano de gerenciamento e mitigação de riscos. A nova decisão restringe a proibição aos lotes considerados de maior risco durante a investigação.
Em comunicado aos consumidores, a Ypê afirmou que segue “colaborando integralmente com a Anvisa” e investindo no aprimoramento dos processos para garantir qualidade e segurança. A empresa também disponibilizou um canal específico para registrar pedidos relacionados aos produtos atingidos.
A Anvisa orienta ainda que estabelecimentos comerciais retirem das prateleiras os lotes que continuam proibidos. As vigilâncias sanitárias estaduais e municipais podem fiscalizar supermercados, distribuidores e outros pontos de venda para impedir a circulação dos produtos abrangidos pelas resoluções.
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