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Mostra Ecocultural Tucunduba Verde e Resiliente revela periferia de Belém

O Ministério das Cidades (MC), a Fundação Amparo e Desenvolvimento da Pesquisa da Universidade Federal do Pará (Fadesp-UFPA), a Associação Cultural Amazônica Boi Marronzinho e o Chalé da Paz realizam neste domingo (21), a partir das 15h30min, na esquina da Rua do Mundurucus com a Avenida Tucunduba, a abertura da Mostra Ecocultural Tucunduba Verde e Resiliente. No evento serão apresentados os resultados dos trabalhos desenvolvidos pelos gestores das instituições e os moradores das comunidades dos bairros Terra Firme, Marco, Guamá, Canudos e Universitário, que trabalharam nos últimos seis meses com a implantação da política pública de Soluções Baseadas na Natureza (SBN) dentro do Projeto Periferia Viva – Tucunduba Verde Resiliente do governo federal.

Myrian Cardoso, assessora colaborativa do Projeto, informa que a Secretaria Nacional de Periferias (SNP), vinculada ao Ministério das Cidades, é responsável por combater a desigualdade socioespacial e promover o desenvolvimento sustentável dos territórios periféricos por meio políticas públicas de urbanização, melhorias habitacionais, regularização fundiária e prevenção de riscos climáticos. “Desde que assinamos o parceria com o Ministério das Cidades, durante realização da COP-30, em Belém, no final do ano passado, estamos trabalhando pelo empoderamento das comunidades e a defesa do Rio Tucunduba Vivo e Resiliente com a aplicação das SBNs para a adaptação inclusiva das periferias urbanas às mudanças climáticas”, recorda.

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Com os dados sistematizados junto com as comunidades, explica Myrian, foram constatados 35 pontos sensíveis para o alagamento, degradação ambiental e calor extremo nos bairros Terra Firme, Marco, Guamá, Canudos e Universitário. Foi realizado o plantio de árvores para garantir mais sustentabilidade climática nos territórios e trabalhou-se no ordenamento de quatro praças, que receberão nomes valorizando a cultura, a história local e o empoderamento comunitário, dentro das atuais plantas de parcelamento do solo destes bairros de Belém.

Myrian destaca, ainda, o desenvolvimento da fossa Betinha, também conhecida como Bacia de Evapotranspiração, que é um sistema ecológico de tratamento de esgoto que transforma dejetos humanos em adubo e vapor de água, evitando a contaminação do solo e dos lençóis freáticos e preservando a saúde pública e preservação ambiental onde não existe as políticas públicas de saneamento e coleta de esgoto. Outro dado fundamental será a certificação de 100 agentes socioambientais nestas comunidades, assim como o detalhamento das gincanas culturais realizadas e a apresentação dos desdobramentos do Projeto Periferia Viva – Tucunduba Verde Resiliente para o segundo semestre deste ano”, antecipa.

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No encerramento da apresentação dos resultados do Projeto, será realizado um cortejo mobilizando os integrantes do Boi Marronzinho, da Terra Firme; Boi Vagalume, da Marambaia; Boi Juventude Curumim Tabatinga, do Guamá, e o Boi Rei da Barão, da Sacramento, em comemoração aos 33 anos das atividades da Associação Cultural Amazônica Boi Marronzinho, localizado na Passagem Brasília, 170, no bairro da Terra Firme, cujo cortejo foi autorizado pela parceria com a Secretaria Municipal de Cultura de Belém (Secult).

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