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Naufrágio no Rio Xingu ainda tem uma vítima desaparecida

As equipes do Corpo de Bombeiros do Pará continuam mobilizadas nas buscas pela última vítima desaparecida do naufrágio ocorrido no Rio Xingu, na região da Cachoeira Rebojo do Avelino, dentro da Terra Indígena Koatinemo, nas proximidades de Altamira, no sudoeste paraense.

De acordo com informações atualizadas pela corporação, cinco corpos já foram localizados desde o início das operações de resgate. As vítimas encontradas são Toket, de 5 anos; Katameite, de 12 anos; Bepmote, de 32 anos; Kokonã, de 22 anos; e Romario, de 44 anos.

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Apenas uma pessoa segue desaparecida: Beptoti, adolescente de 14 anos. As buscas permanecem intensificadas na região, considerada de difícil acesso e marcada por fortes correntezas.

Embarcação levava indígenas Kayapó e Xikrin

O acidente aconteceu no fim da tarde da última quarta-feira (10). Segundo o Corpo de Bombeiros, cerca de 23 pessoas estavam a bordo da embarcação, entre homens, mulheres e crianças das etnias Kayapó e Xikrin.

As causas do naufrágio ainda não foram esclarecidas oficialmente e deverão ser investigadas pelas autoridades competentes.

Região é considerada perigosa

Os trabalhos são conduzidos por equipes do 9º Grupamento de Bombeiros Militar (GBM), sediado em Altamira. A operação enfrenta obstáculos impostos pelas características naturais do local. A Cachoeira Rebojo do Avelino apresenta forte correnteza, corredeiras e grande concentração de pedras, fatores que elevam o risco para a navegação.

Além disso, o deslocamento até o ponto do acidente é complexo. Informações preliminares apontam que os bombeiros levam entre três e quatro horas de viagem para chegar à área onde ocorreu o naufrágio.

Funai acionou o resgate

A ocorrência foi comunicada pela Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), que acionou as equipes de emergência para o atendimento da situação.

Até o momento, não foram divulgadas informações detalhadas sobre o estado de saúde dos sobreviventes resgatados após o acidente. Enquanto familiares e comunidades indígenas aguardam respostas, os bombeiros mantêm os esforços para localizar Beptoti, a última vítima ainda desaparecida no Rio Xingu.

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