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Tetracampeão é preso no aeroporto a caminho da Copa do Mundo

Atletas carregam para sempre o peso de seus títulos, mas também o peso de suas responsabilidades. No caso de Ricardo Rocha, tetracampeão mundial em 1994, um episódio judicial expôs publicamente conflitos que transcendem os gramados.

Ricardo é ex-zagueiro e tetracampeão mundial pela Seleção Brasileira, mas foi detido na manhã desta quarta-feira (10) no Aeroporto Internacional Tom Jobim, o Galeão, no Rio de Janeiro. O ex-atleta se preparava para embarcar rumo aos Estados Unidos, onde participaria da cobertura da Copa do Mundo de 2026.

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Contudo, agentes cumpriram um mandado de prisão civil antes do embarque. A ordem judicial foi expedida pela 16ª Vara de Família da Comarca de Fortaleza, no Ceará.

Segundo informações divulgadas pelo portal Metrópoles, o mandado está relacionado a uma dívida de pensão alimentícia no valor de R$ 2.414,57, quantia atualizada em dezembro de 2025.

Além disso, o documento tem validade até abril de 2028 e previa o cumprimento de 45 dias de prisão, caso a dívida não fosse regularizada.

Medida foi revogada horas depois

Poucas horas após a repercussão do caso, a defesa do ex-jogador informou que a prisão foi revogada pela Justiça.

Por meio de nota oficial, os advogados de Ricardo Rocha afirmaram que o episódio decorreu de uma divergência sobre os valores apontados no cumprimento da decisão judicial.

Depois dos esclarecimentos apresentados ao Poder Judiciário, a medida foi cancelada e o ex-atleta teve sua situação normalizada.

Na mesma nota, a defesa destacou que o ex-jogador sempre cumpriu suas obrigações dentro dos parâmetros estabelecidos pela Justiça.

Além disso, os advogados criticaram a exposição do caso antes da conclusão dos esclarecimentos necessários, descrevendo o enfoque dado pela imprensa como sensacionalista.

Com a revogação da prisão, Ricardo Rocha seguiu com sua viagem aos Estados Unidos.

O histórico da disputa judicial

O imbróglio entre Ricardo Rocha e a família da jovem Victória Valente ganhou repercussão em janeiro de 2024, quando o ex-jogador reconheceu judicialmente a paternidade da moça, então com 24 anos.

A partir desse reconhecimento, questões sobre pensão alimentícia, convivência e responsabilidades financeiras passaram a ser disputadas na Justiça.

Cláudia, mãe de Victória, afirmou publicamente no ano passado que o ex-atleta não cumpria integralmente as obrigações financeiras determinadas pelo juiz.

Segundo ela, a pensão foi reajustada de quatro para seis salários mínimos, mas o valor maior ainda não havia sido pago. No entanto, a defesa de Ricardo Rocha sempre sustentou que todos os pagamentos estavam em dia.

Internação e disputas financeiras

A disputa judicial também envolveu a internação de Victória em uma clínica psiquiátrica, após uma crise ligada a transtornos psicológicos.

Nessa ocasião, Cláudia afirmou que o tratamento gerou despesas próximas de R$ 12 mil e alegou não ter recebido qualquer auxílio financeiro do ex-jogador.

Por outro lado, a defesa de Ricardo declarou que a internação aconteceu sem comunicação prévia e que as obrigações do acordo estavam sendo cumpridas.

Mais recentemente, a mãe da jovem voltou a expor dificuldades da filha para retomar os estudos.

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Em resposta, Ricardo Rocha afirmou que os custos com educação já estão incluídos no valor da pensão e negou responsabilidade direta sobre questões administrativas de matrícula e permanência escolar.

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