A Arena Guilherme Paraense, o Mangueirinho, em Belém, foi palco da abertura do Super JEPS 2026, reunindo estudantes-atletas de diversas regiões do Pará para a fase final da maior competição escolar do estado. Em sua 68ª edição, os Jogos Estudantis Paraenses reforçam o papel do esporte como ferramenta educacional e de transformação social.
De acordo com o diretor do Núcleo de Esporte e Lazer da Seduc, Ronaldo Arruda, o alcance do evento vai muito além da etapa final. “Foram mais de 6 mil alunos-atletas em todo o estado disputando fases eliminatórias até chegar a esse momento. O Super JEPS é resultado de toda essa construção”, destacou. Ele lembrou ainda que o Pará possui uma das competições estudantis mais tradicionais do país, ficando atrás apenas do Paraná em longevidade.
Arruda também enfatizou o impacto do esporte no ambiente escolar. “O esporte é uma ferramenta importante para diminuir a evasão escolar. O aluno que se destaca vira referência para os outros. Isso incentiva a permanência na escola e mostra novos caminhos”, afirmou. Segundo ele, a formação de grandes atletas começa ainda na base estudantil, muitas vezes por volta dos 12 anos, sendo esse o primeiro passo para trajetórias de sucesso no esporte profissional.
O secretário adjunto da Secretaria de Estado de Educação, Anderson Dias, reforçou o papel institucional da Seduc no incentivo às práticas esportivas. “O impacto é muito positivo para os nossos alunos. O esporte contribui diretamente para a melhoria da educação no estado”, disse. Ele destacou ainda que o investimento não se limita à educação física, mas abrange um currículo ampliado, que inclui áreas como artes, educação ambiental e técnicas diversas. “Queremos a formação completa dos nossos estudantes, do ensino fundamental ao médio”, completou.
Entre os protagonistas da competição estão jovens que veem no esporte uma oportunidade de crescimento pessoal e profissional. É o caso de Luan Kelvin Martins Machado, de 16 anos, atleta de futsal de Mocajuba, que teve a responsabilidade de acender a tocha do evento. “É um grande incentivo. Tira muitos jovens de caminhos errados e motiva quem está começando”, afirmou. Com experiência em competições nacionais, ele sonha alto: “Treino muito para um dia estar entre os melhores”.
No voleibol, Pietro Silva, de 14 anos, também representa essa nova geração de talentos. Atuando como líbero, ele conta que começou no esporte por diversão, mas logo surgiram oportunidades. “Hoje faz parte da minha rotina. Quero seguir carreira como atleta e chegar à seleção brasileira”, disse. Representando sua cidade, Bragança, ele comemora a classificação para o Super JEPS após conquistar o título regional.
O Super JEPS segue até o dia 7 de junho, reunindo competições coletivas e individuais. Ao final, serão definidos os representantes do Pará nas competições nacionais escolares.
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