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Brasil cai cedo em 1966 na despedida de Garrincha das Copas

O gol de Garrincha na estreia parecia indicar que o Brasil seguiria forte na defesa do reinado mundial. Bicampeã das duas Copas anteriores, a Seleção desembarcou na Inglaterra em 1966 como a equipe a ser batida. O desfecho, porém, foi bem diferente do esperado.

A campanha começou com vitória sobre a Bulgária por 2 a 0, em Liverpool. Pelé e Garrincha balançaram as redes e ajudaram a construir um resultado que animou os torcedores brasileiros.

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Mas os problemas apareceram ainda naquela partida. Pelé foi alvo constante de faltas duras e deixou o gramado bastante castigado fisicamente. As consequências seriam sentidas poucos dias depois.

Sem o principal craque, o Brasil entrou em campo diante da Hungria pressionado a manter o embalo da estreia. O adversário abriu o placar logo nos primeiros minutos e complicou a situação brasileira.

Tostão chegou a empatar, mas os europeus controlaram boa parte do confronto e venceram por 3 a 1. O resultado deixou a classificação ameaçada e aumentou a tensão dentro da delegação.

Além da derrota, aquele duelo ficou marcado por outro motivo. Foi a última partida de Garrincha com a camisa da Seleção Brasileira. Um dos maiores nomes da história do futebol nacional encerrava a trajetória internacional após 55 jogos defendendo o país.



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Com a necessidade de vencer para seguir viva no torneio, a comissão técnica promoveu uma ampla reformulação na equipe para o confronto decisivo contra Portugal.

Pelé voltou ao time, mas ainda longe das condições ideais. Visivelmente limitado pelas entradas sofridas na estreia, o camisa 10 encontrou dificuldades para liderar a reação brasileira.



O início da partida foi desastroso. Em apenas 20 minutos, Portugal abriu dois gols de vantagem e colocou a Seleção contra a parede.

Rildo ainda diminuiu a diferença e trouxe esperança aos brasileiros, mas a resposta portuguesa veio rapidamente. O terceiro gol selou a derrota e confirmou a eliminação ainda na fase de grupos.

A queda precoce representou um dos maiores fracassos da história da Seleção em Copas do Mundo até então. Depois de levantar os troféus em 1958 e 1962, o Brasil viu a hegemonia ser interrompida de forma inesperada.

O Mundial da Inglaterra também marcou o encerramento de uma era. Garrincha se despediu da Seleção, enquanto Pelé deixou o torneio frustrado pelas condições físicas que o impediram de atuar no melhor nível.

A reconstrução começaria nos anos seguintes. E, quatro anos depois, muitos daqueles aprendizados serviriam de base para uma das maiores equipes que o futebol já viu em campo.

Veja a convocação do Brasil para a Copa de 1966:

  • Goleiros: Gilmar (Santos) e Manga (Botafogo);
  • Defensores: Altair (Fluminense), Bellini (São Paulo), Brito (Vasco), Djalma Santos (Palmeiras), Fidélis (Bangu), Orlando Peçanha (Santos), Paulo Henrique (Flamengo) e Rildo (Botafogo);
  • Meio-campistas: Denilson (Fluminense), Gerson (Botafogo), Lima (Santos) e Zito (Santos);
  • Atacantes: Alcindo (Grêmio), Edu (Santos), Garrincha (Corinthians), Jairzinho (Botafogo), Paraná (São Paulo), Pelé (Santos), Silva (Flamengo) e Tostão (Cruzeiro).
  • Técnico: Vicente Feola.



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