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De Bellini a Cafu: os capitães dos títulos do Brasil em Copas

Levantar a taça da Copa do Mundo é uma imagem que atravessa gerações. No caso do Brasil, cada uma das cinco conquistas teve um personagem encarregado de eternizar esse momento: o capitão da equipe.

De 1958 a 2002, a Seleção contou com líderes que marcaram época dentro e fora de campo. Alguns ficaram conhecidos pela personalidade, outros pela capacidade técnica, mas todos entraram para a história ao conduzir o Brasil ao topo do futebol.

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Bellini e o gesto que virou tradição

A primeira imagem de um capitão brasileiro erguendo a taça aconteceu na Suécia, em 1958. Líder da defesa da Seleção campeã, Bellini comandou o time durante toda a campanha do primeiro título mundial.

Após a conquista, atendeu ao pedido dos fotógrafos e levantou o troféu acima da cabeça para facilitar os registros. O gesto foi repetido inúmeras vezes ao longo das décadas e acabou se transformando em uma das maiores tradições das comemorações esportivas.



Mauro Ramos no bicampeonato

Quatro anos depois, o Brasil voltou ao lugar mais alto do pódio no Chile. O responsável por carregar a braçadeira era Mauro Ramos de Oliveira, um dos pilares do lendário Santos daquela geração.

O zagueiro esteve presente em todos os jogos da campanha e teve a honra de receber a taça após a vitória que garantiu o bicampeonato mundial.



O “Capita” de 1970

Poucos apelidos ficaram tão ligados a uma função quanto o de Carlos Alberto Torres. Capitão da equipe considerada por muitos como uma das melhores da história, o lateral-direito liderou a Seleção durante a campanha perfeita no México.

O nome também ficou eternizado por um motivo especial. Foi dele o gol que fechou a vitória por 4 a 1 sobre a Itália na final, em uma jogada coletiva que segue entre as mais lembradas da história das Copas do Mundo.

A identificação com aquele time foi tão grande que Carlos Alberto passou a ser chamado simplesmente de “Capita”, apelido que o acompanhou pelo resto da vida.



O tetra teve dois líderes

A conquista de 1994 trouxe uma situação rara na história da Seleção. Embora Dunga tenha sido o capitão que levantou a taça nos Estados Unidos e se tornado o principal símbolo daquela campanha, ele não foi o único dono da braçadeira durante o torneio.

Na fase de grupos, a função era exercida por Raí. A mudança aconteceu quando o meia perdeu espaço entre os titulares. A partir das oitavas de final, Dunga assumiu a liderança da equipe e conduziu o grupo até a conquista do tetracampeonato.

A imagem do volante comemorando após a disputa de pênaltis contra a Itália tornou-se um dos retratos mais marcantes daquele Mundial.



Cafu e a consagração no penta

O último capitão brasileiro campeão do mundo foi Cafu, em 2002. Experiente e respeitado dentro do elenco, o lateral-direito liderou a equipe treinada por Luiz Felipe Scolari durante toda a campanha disputada na Coreia do Sul e no Japão.

Único remanescente da conquista de 1994 entre os titulares daquela Seleção, Cafu esteve presente nas sete vitórias do Brasil rumo ao pentacampeonato.

Ao erguer a taça em Yokohama após a vitória sobre a Alemanha, entrou definitivamente para a galeria dos capitães campeões do mundo com a camisa amarela.


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Uma braçadeira, cinco capítulos históricos

Bellini, Mauro Ramos, Carlos Alberto Torres, Dunga e Cafu representam épocas diferentes do futebol brasileiro, mas compartilham uma mesma responsabilidade: liderar a Seleção em seus momentos mais gloriosos.

Juntos, eles protagonizaram as imagens que simbolizam os cinco títulos mundiais do Brasil e ajudaram a construir uma das histórias mais vitoriosas do esporte. Em 2026, a função estará com Marquinhos, que tentará levantar o hexacampeonato.

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