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Guadalajara, Azteca e Dallas: memórias do Brasil em Copas

Guadalajara, Cidade do México e Dallas não aparecem apenas no mapa da Copa do Mundo de 2026. As três cidades carregam capítulos importantes da história da Seleção Brasileira e serviram de palco para momentos que ajudaram a construir a trajetória vencedora do país no torneio.

Quando a FIFA confirmou as sedes do próximo Mundial, disputado por Canadá, Estados Unidos e México, os torcedores brasileiros logo tiveram motivos para revisitar algumas das partidas mais emblemáticas da equipe em Copas do Mundo.

Guadalajara: a casa do Brasil no tricampeonato

Poucas cidades foram tão importantes para uma campanha brasileira quanto Guadalajara em 1970. Foi no Estádio Jalisco que a Seleção disputou cinco partidas consecutivas rumo ao tricampeonato mundial.

A caminhada começou com uma atuação dominante diante da Tchecoslováquia. Com gols de Rivellino, Pelé e dois de Jairzinho, o Brasil venceu por 4 a 1 e deu os primeiros sinais da força daquele elenco.



Dias depois, o mesmo estádio recebeu um dos confrontos mais lembrados da fase de grupos. Contra a Inglaterra, então campeã mundial, o Brasil encontrou dificuldades, mas contou com mais um gol de Jairzinho para vencer por 1 a 0 em uma partida marcada por grandes atuações individuais.



A fase inicial terminou com novo triunfo. Pelé marcou duas vezes e Jairzinho deixou o dele na vitória por 3 a 2 sobre a Romênia, garantindo a classificação com aproveitamento perfeito.



Nas quartas de final, o adversário foi o Peru. Tostão balançou as redes duas vezes, enquanto Rivellino e Jairzinho completaram o placar de 4 a 2, mantendo a equipe invicta na competição.



A despedida de Guadalajara aconteceu na semifinal. O Uruguai saiu na frente e reviveu fantasmas do passado, mas a reação brasileira veio rapidamente. Clodoaldo empatou, Jairzinho virou e Rivellino fechou a vitória por 3 a 1 que colocou a Seleção na decisão.



Cidade do México e a consagração do esquadrão

Se Guadalajara foi a base da campanha, a Cidade do México foi o palco da consagração. No Estádio Azteca, diante da Itália, o Brasil protagonizou uma das apresentações mais celebradas da história das Copas.

A vitória por 4 a 1 garantiu o tricampeonato mundial e eternizou aquela geração formada por craques como Pelé, Jairzinho, Gérson, Tostão e Carlos Alberto Torres.

A final também entrou para os livros por outro motivo. Jairzinho marcou mais uma vez e se tornou o primeiro jogador a balançar as redes em todas as partidas de uma mesma Copa do Mundo, feito que continua único até hoje.

Além dele, Pelé, Gérson e Carlos Alberto completaram o placar da partida que deu ao Brasil a posse definitiva da Taça Jules Rimet.



Dallas e um dos jogos mais emocionantes de 1994

Vinte e quatro anos depois do tricampeonato, outra cidade norte-americana entraria para a galeria de boas lembranças da Seleção. 

Nas quartas de final da Copa de 1994, o Cotton Bowl, em Dallas, recebeu um duelo eletrizante entre Brasil e Holanda.

Romário e Bebeto colocaram a equipe brasileira em vantagem por 2 a 0 e pareciam encaminhar a classificação. A seleção holandesa, porém, reagiu e empatou o confronto com gols de Bergkamp e Winter.

Quando o jogo caminhava para uma reta final dramática, surgiu um dos lances mais lembrados daquela campanha. Em cobrança de falta, Branco acertou o canto do goleiro holandês e decretou a vitória por 3 a 2.

A classificação em Dallas manteve vivo o sonho brasileiro, que seria concretizado dias depois com a conquista do tetracampeonato nos Estados Unidos.



Memórias que atravessam gerações

A Copa do Mundo de 2026 ainda nem começou, mas algumas cidades-sede já ocupam lugar especial na memória dos brasileiros. 

Entre os gols de Pelé e Jairzinho no México e a cobrança histórica de Branco em Dallas, esses estádios testemunharam momentos que ajudaram a transformar a Seleção Brasileira na maior potência do futebol mundial.

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