O Remo venceu o São Paulo por 1 a 0, com gol aos 48 minutos do segundo tempo, na noite deste domingo (31), em jogo válido pela 18⁰ rodada da Série A do Campeonato Brasileiro. O gol foi marcado pelo lateral-direito Marcelinho.
Com o resultado, o Leão Azul chega aos 18 pontos e sobe para a 18ª colocação. Já o Tricolor Paulista cai para a oitava posição com 25 pontos. Os azulinos encurtam a distância para o Grêmio, primeiro time fora da zona, agora com a diferença de 3 pontos.
Agora, com a paralisação do Campeonato Brasileiro para a disputa da Copa do Mundo, Remo e São Paulo só voltarão a campo pela Série A no dia 22 de julho.
O Leão Azul terá um compromisso fora de casa diante do Corinthians, enquanto o Tricolor Paulista receberá o Athletico-PR no Morumbi.
Primeiro tempo: Ivan evita prejuízo maior ao Remo
O primeiro tempo no Mangueirão teve um roteiro claro: o São Paulo foi mais organizado, agressivo e dominante na maior parte das ações, enquanto o Remo encontrou dificuldades para encaixar o jogo e sofreu principalmente com erros de passe e transições mal executadas.
Os números ajudam a explicar o cenário, com 67% de posse de bola para os visitantes e maior volume ofensivo ao longo dos 45 minutos iniciais.
A equipe paulista encontrou espaço sobretudo pelo lado direito do ataque, explorando as costas de Mayk e acelerando as jogadas em direção à área azulina. Arthur foi o jogador mais perigoso do período, aparecendo repetidamente nas costas da defesa e obrigando Ivan a trabalhar em lances decisivos.
Apesar do controle territorial, o São Paulo pecou na conclusão das jogadas e deixou de transformar a superioridade em vantagem no placar.
Do lado azulino, a ausência de Jajá foi sentida. Sem a velocidade habitual para atacar os espaços, o Remo encontrou dificuldades para conectar defesa e ataque. Alef Manga teve participação discreta e pouco conseguiu produzir, enquanto o time apostava mais em construções trabalhadas do que em ataques rápidos, o que facilitou a recomposição defensiva adversária.
Mesmo inferior durante boa parte da etapa inicial, o Leão encontrou momentos para ameaçar. Vitor Bueno desviou um cruzamento rasteiro com perigo e Patrick, aos 39 minutos, acertou a trave em um chute de fora da área no lance que representou a melhor oportunidade azulina antes do intervalo.
Se o placar permaneceu zerado, muito disso passou pela atuação de Ivan. Substituindo Marcelo Rangel, lesionado e fora por mais de um mês, o goleiro foi o principal destaque do primeiro tempo ao realizar cinco defesas importantes.
As duas intervenções nos acréscimos, primeiro em cobrança de falta e depois no rebote, em finalização no ângulo, coroaram uma atuação decisiva de Ivan.
Vale uma ressalva ao gramado do Mangueirão, que estava escorregadio, o que aumentou os erros técnicos e tornou o jogo ainda mais disputado.
Segundo Tempo: o gol salvador no apagar das luzes
Se o primeiro tempo terminou com o São Paulo mais confortável em campo, a etapa final começou com um cenário diferente. O Remo voltou mais agressivo, adiantou as linhas de marcação e passou a atacar com mais frequência pelo lado direito, tentando empurrar o adversário para trás e equilibrar uma partida que até então tinha controle paulista.
A mudança de postura, porém, não foi suficiente para transformar o jogo em um duelo mais movimentado. O São Paulo já não encontrava os mesmos espaços da etapa inicial, mas também não sofria pressão constante. O confronto ficou preso em disputas físicas, interrupções frequentes e muitos erros de execução dos dois lados.
Sem conseguir sustentar intensidade por muito tempo, o Remo viu o rendimento cair gradativamente. A primeira alteração azulina foi a entrada de Leonel Picco na vaga de Zé Welison, numa tentativa de renovar o fôlego do meio-campo. Do outro lado, Dorival Júnior também mexeu na equipe em busca de mais controle e circulação de bola.
Percebendo um crescimento discreto do São Paulo e uma queda física dos jogadores, Léo Condé lançou Gabriel Poveda, David Braga e Matheus Alexandre. As mudanças buscaram dar mais velocidade e presença ofensiva ao Leão.
A principal emoção da reta final surgiu aos 36 minutos, quando Tchamba quase marcou contra o próprio patrimônio e assustou a torcida azulina. No restante do tempo, prevaleceram passes errados, decisões equivocadas e pouca criatividade. Mesmo assim, o Leão foi para a pressão final.
Quando todos achavam que a partida terminaria empatada, o São Paulo saiu jogando errado, Marcelinho aproveitou e bateu no canto do goleiro tricolor para explodir o Mangueirão e garantir uma importante vitória aos remistas antes da pausa do campeonato.







