As letras e as artes do Pará ganharam um capítulo inédito nesta sexta-feira, (29). A Academia de Letras e Artes da Polícia Militar do Estado do Pará (ALA PM PA) completou, com solenidade, o quadro de seus 40 imortais.
Com essa posse, o sodalício atinge, oficialmente, o total de cadeiras previsto em seu estatuto com os 14 novos imortais. Apesar do rigor do protocolo, a cerimônia foi marcada por momentos de forte emoção.
Vale lembrar que a ALA PM PA foi instalada em 25 de março de 2025, em solenidade realizada no auditório do Centro Universitário FIBRA, quando sua Primeira Diretoria deu posse aos 26 membros fundadores.
Naquele mesmo dia, pela manhã, a academia inaugurou sua Sala e Sede dentro do Complexo Tiradentes, em Belém. Já nesta sexta-feira, os novos empossados foram reconhecidos pela notoriedade em diferentes áreas do conhecimento e da cultura paraense.
Entre eles, destacam-se:
- Cel Sérgio Neves, Comandante Geral da Polícia Militar do Pará;
- Cel Costa Júnior, Chefe da Casa Militar da Governadoria do Estado;
- Clay Anderson Chagas, Reitor da Universidade do Estado do Pará (UEPA);
- Vicente Malheiros da Fonseca, Maestro, Comendador da CBC e Desembargador Aposentado;
- Guto Delgado, Comendador e Relações Públicas, responsável pelo Cerimonial da ALA PM PA;
- Benilton Cruz, Escritor e Presidente da Academia Maçônica de Letras do Estado do Pará.
Ritual inédito: a Cúpula de Aço marca a entrada dos novos imortais
A cerimônia inovou com um elemento até então inédito no cenário acadêmico paraense. Os novos empossados foram recebidos por um Túnel de Espadas, popularmente denominado Cúpula de Aço.
Ela foi formada pelos acadêmicos já empossados, que ergueram suas espadas ao alto no momento em que os novos membros adentraram o salão.
Além disso, toda a indumentária dos acadêmicos seguiu o padrão solene: fardão completo e luvas brancas, conferindo à noite um visual de distinção e memória.
Colares, homenagem e emoção ao Major Antônio Baena
Um dos momentos de maior apelo emocional da noite foi a Aposição dos Colares, realizada por paraninfos, madrinhas e padrinhos de cada novo acadêmico.
A medalha do colar homenageou o Major Antônio Baena, figura de referência para a instituição.
Em seguida, os presentes assistiram a discursos, oratórias e ao juramento dos novos membros. A cerimônia encerrou sua parte formal com a execução de hinos, incluindo o Hino Oficial da ALA PM PA, composto pelo Maestro Vicente Malheiros da Fonseca, empossado naquela mesma noite.
Presidente da academia explica a razão de ser da ALA PM PA
O Cel Marcus Ruffeil, presidente da ALA PM PA, explicou o propósito central da instituição com clareza.
Segundo ele, a academia nasceu de uma demanda há muito represada dentro da corporação.
“Grande parte dos oficiais da PM são mestres, doutores e PhDs, com a necessidade de expressar o seu conhecimento científico em prol do bem comum. Assim, a academia nasce com esta proposta de zelar pelo nosso idioma, pela nossa cultura, de fortalecer os laços culturais com a sociedade na qual vivemos”, alegra-se o presidente.
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O presidente também enfatizou que a academia não é restrita aos militares. Pelo contrário, a maioria das cadeiras pertence a civis: músicos, maestros, juristas e folcloristas integram o quadro.
Para ele, o único requisito indispensável é um profundo amor pelo Pará e pelo Brasil.
Uma noite histórica para a cultura paraense
Ao término das solenidades, acadêmicos, confreiras, confrades e convidados participaram de um coquetel de confraternização.
A noite ficou marcada, portanto, não apenas pela conclusão do quadro da ALA PM PA, mas também pela afirmação de que cultura, conhecimento e identidade amazônica podem (e devem) caminhar lado a lado.







