Na noite desta quarta-feira (27), a Sociedade de Tecnologia da Informação do Pará (Sucesu PA) reuniu colaboradores e parceiros para um evento especial: a celebração dos 44 anos de atuação no Estado.
Fundada em 20 de maio de 1982, em Belém, a Sucesu PA é um braço da Sucesu nacional, criada 40 anos atrás no Rio de Janeiro como o mais antigo e tradicional fórum do setor de informática do país.
No Pará, a entidade se consolidou ao longo das décadas com uma agenda de cursos, feiras, seminários e eventos para desenvolver profissionais do Estado.
Ainda assim, o aniversário foi além da comemoração: os presentes puderam conferir em primeira mão o lançamento do programa “Sucesu PA Mulheres”, além do pré-lançamento do “Sucesu PA Summit 2026”.
A presidência inédita e histórica
À frente da Sucesu PA no biênio 2026–2027, a presidente Adriana Xisto defende uma gestão com grupos de trabalho mais específicos e um compromisso claro com a diversidade de gênero no setor.
“Queremos trazer mais eventos técnicos para o desenvolvedor do dia a dia, mas também precisamos falar sobre o que acontece no mercado. E, acima de tudo, incentivar cada vez mais a mulher a entrar na área de T.I.”, afirma.
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Além de Adriana, a diretoria mescla com profissionais de anos de experiência na entidade, que agora assumem novos papéis de gestão, e aposta em uma repaginação do modelo organizacional para ampliar a atuação da Sucesu em todo o Estado.
Sucesu PA Mulheres: da escola ao mercado de trabalho
O programa lançado na noite desta quarta tem à frente três figuras já renomadas no setor de tecnologia do Pará: ao lado de Adriana Xisto, estarão Tatiane Borges, da Divisão de Controle e Qualidade da Empresa de Tecnologia da Informação e Comunicação do Pará (PRODEPA) e Adriana Muniz, superintendente de Governança em T.I. do Banpará.
O grupo de trabalho nasce com dois pilares centrais: conectar e desenvolver mulheres na área de tecnologia.
Para isso, a proposta inclui ir até escolas do Estado para apresentar o setor de T.I. a jovens que talvez nunca tenham considerado essa carreira.
“O grupo pretende desenvolver competências em nossos eventos, palestras e monitorias. Queremos tornar as mulheres mais fortes na nossa área e protagonistas no setor”, conta Tatiane Borges.
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As ações previstas pelo programa incluem também:
- Eventos de networking e troca de experiências entre profissionais;
- Palestras, monitorias e desenvolvimento de competências técnicas;
- Criação de rede colaborativa para crescimento coletivo no setor.
A primeira iniciativa concreta já tem data: o Tech Delas, programado para agosto de 2026.
O encontro reunirá profissionais da área e representantes das empresas associadas à Sucesu para mapear demandas específicas deste público e fortalecer o network feminino na tecnologia paraense.
Summit 2026: Belém no centro do debate nacional de T.I.
Além do programa de diversidade, a noite trouxe o pré-lançamento do Sucesu PA Summit 2026, marcado para os dias 25 e 26 de novembro, em Belém. O evento propõe um formato mais ativo do que os fóruns tradicionais.
A programação prevista inclui:
- Fórum de gestores de TI com cases e experiências reais de mercado;
- Networking qualificado entre empresas e profissionais do setor;
- Workshops práticos com foco em aplicação imediata;
- Criação de comunidades de TI com atuação contínua após o evento.
A meta declarada da Sucesu é posicionar o Pará como referência nacional em tecnologia e inovação, com um modelo de evento que sirva de exemplo para outros estados.
Descentralização como estratégia
Adriana Xisto também sinalizou que a Sucesu PA quer expandir sua presença para polos do interior do estado.
A ideia é operacionalizar grupos de trabalho em diferentes regiões para garantir qualidade nos focos de inovação e ampliar o alcance das discussões sobre T.I. para além da capital.
Assim, a Sucesu Pará segue o biênio de 26/27 com agenda cheia e uma gestão focada na combinação entre diversidade, descentralização e eventos técnicos de qualidade pode colocar o ecossistema paraense de tecnologia em outro patamar.







