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Pará avança com distrito industrial no Marajó com foco no açaí

Com o objetivo de atrair novos investimentos e impulsionar a industrialização no interior do estado, o Governo do Pará avançou nas tratativas para implantação do futuro Distrito Industrial de Breves, no arquipélago do Marajó, com foco em empreendimentos ligados à cadeia produtiva do açaí e à bioeconomia.

A agenda foi conduzida pela Companhia de Desenvolvimento Econômico do Pará (Codec) nesta quarta-feira (27) e reuniu representantes do órgão e um investidor interessado em instalar uma unidade industrial na região. O projeto em análise prevê a verticalização da produção e o aproveitamento integral de subprodutos amazônicos, ampliando o uso do açaí para além da polpa tradicional.

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Entre as propostas apresentadas estão o reaproveitamento do caroço do fruto para a produção de biomateriais, painéis industriais, soluções sustentáveis e outros derivados com potencial de mercado nacional e internacional. O empresário envolvido já atua no setor por meio de sociedade em uma empresa instalada em Castanhal e pretende estruturar uma operação própria em uma área de cerca de 20 mil metros quadrados no futuro distrito industrial.

Pelo governo estadual, participaram do encontro o diretor de Atração de Investimentos e Novos Negócios da Codec, Manoel Ibiapina, e a gerente de Atendimento a Novos Negócios, Sabrina Sena. Na ocasião, foram apresentados o panorama do futuro distrito industrial, os avanços na estruturação da área e as perspectivas de implantação gradual de empreendimentos.

Também entraram na pauta temas como logística regional, infraestrutura energética, incentivos fiscais previstos no Decreto nº 532/2021 e o ambiente econômico em formação no Marajó para recepção de novos investimentos. O projeto de ocupação do distrito prevê planejamento por zoneamento econômico e definição de vocações produtivas.

Outro tema discutido durante o encontro, foi o cenário do mercado global do açaí, incluindo o crescimento da demanda internacional pelo fruto e o interesse de novos compradores estrangeiros, como o mercado da Nova Zelândia. A avaliação é de que o Pará reúne condições consolidadas na cadeia produtiva, tanto no manejo quanto no processamento, o que favorece a expansão de produtos com maior valor agregado.

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Em relação ao ambiente de negócios, a Codec apresentou os incentivos previstos no Decreto nº 532/2021, que garante benefícios fiscais para indústrias instaladas no Marajó, incluindo redução de custos com ICMS e energia elétrica, com objetivo de ampliar a competitividade regional.

Segundo o planejamento do governo estadual, a ocupação do Distrito Industrial de Breves será feita de forma gradual e organizada, considerando a compatibilidade entre atividades e o potencial econômico local. Como encaminhamento da reunião, a gerente Sabrina Sena dará continuidade às tratativas técnicas com o envio da ficha de interesse e orientações para prosseguimento do processo.

Atualmente, quatro empresas já demonstraram interesse em integrar o futuro distrito industrial. A Codec também mantém disponível no site oficial um formulário para novos investidores interessados em acompanhar a estruturação do projeto, que integra a estratégia estadual de fortalecimento de cadeias produtivas amazônicas e atração de investimentos para o interior do Pará.

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