Em 1958, na Suécia, o mestre Didi eternizou o chute que ficou conhecido até hoje como “Folha Seca”. Um dos pontos fortes do meia, campeão pelo Botafogo e líder da seleção nas conquistas das Copas de 1958 e 1962, era a forma como batia na bola no arremate. Sempre elegante, encontrou um jeito só seu de surpreender os goleiros, mudando a trajetória da bola a partir de um torpedo venenoso. O segredo? “Eu cortava a bola, pegava no meio dela e fazia ela subir e cair”, explicou quando treinava o Botafogo.
O nome dele veio à tona, guardadas as devidas proporções, após o chutaço do zagueiro Castro, do Paysandu, na vitória por 1 a 0 sobre o Nacional (AM), na noite desta quarta-feira (20), no Mangueirão, no primeiro jogo da final da Copa Norte.
A comparação pode até fazer o mestre se remexer no túmulo. De fato, foi um belo gol — e a comparação é livre.
O lance também remete a outros gols marcados com a mesma plasticidade por grandes talentos que defenderam Remo e Paysandu. De Alex Dias (numa decisão de Re-Pa em 94), passando pelo golaço de Mendonça pelo Paysandu na final do Estadual de 1990, até o chute enviesado de Castro, relembre abaixo os gols que marcaram época.
1990 – O gol de Mendonça no título estadual
1994 – O gol do então promissor Alex Dias na decisão do Campeonato Paraense
2004 – O chutaço de Dadá no clássico da Copa Verde
2026 – O belo gol de Castro na final da Copa Norte
E ele, o mestre Didi, na copa de 58
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