Quatro jogos em quase quatro anos pela Seleção Brasileira parecem pouco para qualquer jogador, ainda mais quando se trata de um astro como Neymar. No entanto, os números de outros atletas podem ser ainda mais surpreendentes.
Desde a Copa do Mundo do Qatar, em 2022, Neymar disputou apenas quatro partidas pela Seleção Brasileira, sendo todos na Data-FIFA do final de 2023: Nas vitórias contra a Bolívia (5×1), quando marcou dois gols, e contra Peru (1 a 0), além do empate com a Venezuela (1 a 1) e a derrota para o Uruguai (por 2 a 0).
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No entanto, um levantamento revelou algo ainda mais surpreendente: até o momento, 71 jogadores de diferentes seleções já foram convocados para a Copa de 2026 com um número inferior de partidas durante o ciclo.
Brasil tem outros casos extremos
A própria Seleção Brasileira apresenta convocados com registro ainda menor que o de Neymar. Alex Sandro e Bremer, por exemplo, têm apenas três partidas disputadas no período.
Já Léo Pereira, Danilo Santos, Fabinho e Igor Thiago acumulam somente duas. Além disso, os goleiros Weverton e Rayan têm apenas um jogo cada pelo Brasil desde 2022.
Seleções europeias lideram a lista
Entre os países europeus, a situação se repete com frequência.
A França, por exemplo, convocou Jean-Philippe Mateta, com três jogos, e Maxence Lacroix, com dois. Já o goleiro Robin Risser não disputou nenhuma partida pela seleção francesa.
A Bélgica, por sua vez, levará Senne Lammens, Nathan Ngoy e Diego Moreira, cada um com duas partidas, além de Mike Penders e Matías Fernández-Pardo, que ainda não estrearam pelos Diabos Vermelhos.
A Áustria também apresenta casos semelhantes: Alessandro Schöpf tem três jogos, enquanto Carney Chukwuemeka e Paul Wanner somam dois cada.
Casos de zero jogos
Alguns atletas foram convocados sem ter disputado qualquer partida pela seleção no ciclo atual. Entre eles estão:
- Robin Risser (França);
- Ivor Pandur (Croácia);
- Carlos Santos (Cabo Verde);
- Eric Smith e Elliot Stroud (Suécia);
- Mike Penders e Matías Fernández-Pardo (Bélgica);
- Raed Chikhaoui (Tunísia);
- Ange-Yoan Bonny e Mohamed Koné (Costa do Marfim);
- Deveron Fonville (Curaçao);
- Dominique Simon e Lenny Joseph (Haiti).
Esses casos mostram que convocações com poucas ou nenhuma partida são uma prática comum em diversas federações.
Haiti e Tunísia se destacam no levantamento
O Haiti é uma das seleções com maior número de convocados nessa situação.
Yassin Fortuné lidera com três jogos, mas Dominique Simon e Lenny Joseph ainda não estrearam.
Já a Tunísia apresenta um grupo extenso: Rani Khedira, Khalil Ayari e Rayan Elloumi têm dois jogos cada, enquanto Adem Arous, Omar Rekik e outros somam apenas um. Além disso, Raed Chikhaoui sequer entrou em campo.
O que os dados podem revelar?
O levantamento deixa claro que o critério de partidas disputadas não é determinante para uma convocação à Copa do Mundo.
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Lesões, mudanças táticas e renovações de elenco explicam parte desses números.
Veja a lista completa:
Brasil
- Alex Sandro e Bremer – 3 jogos;
- Léo Pereira, Danilo Santos, Fabinho e Igor Thiago – 2 jogos;
- Weverton e Rayan – 1 jogo;
Bósnia
- Martin Zlomislic – 2 jogos;
- Osman Hadzikic, Nidal Çelik e Ermin Mahmic – não jogaram;
Suécia
- Jacob Widell Zetterström – 2 jogos;
- Taha Ali – 1 jogo;
- Eric Smith e Elliot Stroud – não jogaram;
Nova Zelândia
- Michael Wood e Lachlan Bayliss – 2 jogos;
França
- Jean-Philippe Mateta – 3 jogos;
- Maxence Lacroix – 2 jogos;
- Robin Risser – não jogou;
Japão
- Tomoki Hayakawa e Keisuke Goto – 3 jogos;
- Yuto Nagatomo – 2 jogos;
- Kento Shiogai – 1 jogo;
Bélgica
- Senne Lammens, Nathan Ngoy e Diego Moreira – 2 jogos;
- Mike Penders e Matías Fernández-Pardo – não jogaram;
Costa do Marfim
- Elye Wahi – 1 jogo;
- Mohamed Koné e Ange-Yoan Bonny – não jogaram;
Haiti
- Yassin Fortuné – 3 jogos;
- Josue Duverger e Wilson Isidor – 2 jogos;
- Keeto Thermoncy e Woodensky Pierre – 1 jogo;
- Dominique Simon e Lenny Joseph – não jogaram;
Tunísia
- Rani Khedira, Khalil Ayari e Rayan Elloumi – 2 jogos;
- Sabri Ben Hessen, 🧤 Abdelmouhib Chamakh, Adem Arous e Omar Rekik – 1 jogo;
- Raed Chikhaoui – não jogou;
Coréia do Sul
- Song Bum-Keun e Kim Tae-Hyeon – 1 jogo;
Cabo Verde
- Kelvin Pires – 2 jogos;
- Márcio Rosa – 1 jogo;
- Carlos Santos – não jogou;
Croácia
- Dominik Kotarski – 3 jogos;
- Ivor Pandur – não jogou;
Áustria
- Alessandro Schöpf – 3 jogos;
- Carney Chukwumeka e Paul Wanner – 2 jogos;
- Florian Wiegele e David Affengruber- 1 jogo;
Congo
- Timothy Fayulu e Steve Kapuadi – 3 jogos;
- Matthieu Epolo – 1 jogo;
Curaçao
- Riechedly Bazoer – 3 jogos;
- Tyrick Bodak – 1 jogo;
- Deveron Fonville – não jogou;
Escócia
- Liam Kelly e Dominic Hyam – 2 jogos;
Portugal
- Tomás Araújo – 3 jogos;
- Rui Silva e Gonçalo Guedes – 1 jogo.







