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Filme de R$ 124 milhões do Bolsonaro supera grandes produções americanas

O suposto orçamento negociado para o filme Dark Horse, supera blockbuster americanos

O suposto orçamento negociado para o filme Dark Horse, inspirado na trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro, colocou a produção em um patamar raro para o cinema brasileiro.

Segundo reportagem publicada pelo portal The Intercept Brasil, o banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, teria se comprometido a investir US$ 24 milhões — cerca de R$ 134 milhões na cotação do fim de 2025 — no longa-metragem articulado pelo senador Flávio Bolsonaro.

O valor chama atenção porque supera com folga a média das grandes produções nacionais e se aproxima de filmes internacionais que disputaram premiações importantes, incluindo o Oscar. Para efeito de comparação, a cifra atribuída ao projeto brasileiro é semelhante ao custo de produções estrangeiras recentes de grande repercussão crítica e comercial.

Veja alguns filmes lançados nos últimos anos com orçamento próximo aos US$ 24 milhões mencionados na negociação:

  • The Substance (A Substância) — US$ 17,5 milhões
  • Priscilla — US$ 20 milhões
  • Conclave — US$ 20 milhões
  • Materialists (Amores Materialistas) — US$ 20 milhões
  • Emilia Pérez — US$ 25 milhões

De acordo com os documentos obtidos pelo The Intercept, Vorcaro teria desembolsado ao menos R$ 62 milhões para o projeto entre fevereiro e maio de 2025. Ainda segundo a publicação, não há comprovação de que o restante do valor negociado tenha sido efetivamente transferido à produção.

Mesmo assim, apenas essa primeira parcela já colocaria Dark Horse entre os projetos mais caros do audiovisual brasileiro. O montante supera em cerca de 37% o orçamento de Ainda Estou Aqui, dirigido por Walter Salles, estimado em R$ 45 milhões, além de representar mais que o dobro do custo de O Agente Secreto, de Kleber Mendonça Filho, orçado em aproximadamente R$ 28 milhões.

No cinema brasileiro, cifras dessa dimensão costumam ser exceção. Produções nacionais frequentemente trabalham com orçamentos muito inferiores — o que torna o caso de Dark Horse uma espécie de superprodução tropical. Ou, como diria qualquer produtor acostumado a “fazer milagre” com edital apertado: é dinheiro suficiente para transformar até bastidor em blockbuster.

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