A preservação da fauna, da flora e das áreas verdes urbanas tem se tornado cada vez mais urgente diante dos impactos das mudanças climáticas. Proteger florestas, rios e igarapés significa garantir qualidade de vida, equilíbrio ambiental e um futuro mais sustentável para as próximas gerações. Em Belém e Ananindeua, a luta pela conservação da Bacia do Rio Ariri ganhou força com uma mobilização que reúne moradores, pesquisadores, instituições e movimentos sociais em defesa do meio ambiente amazônico.
Na manhã deste sábado (16), a partir das 9h, será realizado um ato público em defesa da criação do Parque Ariri, iniciativa que integra a campanha pela proteção das florestas urbanas da Região Metropolitana de Belém. A mobilização busca ampliar o debate sobre a necessidade urgente de preservar áreas verdes diante do agravamento das mudanças climáticas e dos problemas ambientais que afetam diretamente a população.
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O evento terá caráter socioambiental, técnico e cidadão, reunindo moradores, universidades, instituições de pesquisa, organizações da sociedade civil, especialistas e lideranças comunitárias. Os organizadores destacam que a ação não possui vínculo político-partidário, mas sim o objetivo de construir soluções coletivas voltadas à proteção ambiental, adaptação climática, redução de enchentes urbanas e fortalecimento da justiça socioambiental.
Também foram convidados vereadores, deputados estaduais e federais, além de representantes de órgãos públicos ligados às áreas de meio ambiente, planejamento urbano, saneamento, defesa civil e desenvolvimento sustentável. A proposta é ampliar o diálogo institucional em torno da criação do Parque Ariri e da preservação da Bacia do Rio Ariri.
A campanha conta com apoio técnico e científico do Núcleo de Meio Ambiente da Universidade Federal do Pará (NUMA/UFPA), referência em pesquisas ambientais e urbanas na Amazônia. Especialistas alertam para os impactos da perda de cobertura vegetal na Região Metropolitana de Belém e reforçam a importância da Bacia do Rio Ariri para o equilíbrio climático, hídrico e socioambiental da cidade.
A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) também participa da mobilização, reforçando o debate sobre o direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado e à construção de políticas públicas sustentáveis.
Embora esteja previsto no Plano Diretor de Belém desde 2008, o Parque Ariri ainda não foi implementado. Enquanto isso, moradores da região convivem com enchentes frequentes, aumento do calor urbano, degradação dos igarapés e avanço da impermeabilização do solo.
A Bacia do Rio Ariri abrange 11 bairros e atende mais de 270 mil moradores. Atualmente, cerca de 31% da cobertura vegetal da área permanece preservada, desempenhando papel essencial na drenagem urbana, regulação térmica e proteção ambiental.
Durante o ato público, haverá manifestações de lideranças comunitárias, participação de pesquisadores e especialistas, apresentações culturais, incluindo show do cantor paraense Nilson Chaves, além da coleta de assinaturas em apoio à criação do Parque Ariri e assinatura de compromissos voltados à pauta ambiental.
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A campanha defende a implantação de uma infraestrutura verde capaz de reduzir alagamentos, proteger igarapés e áreas permeáveis, amenizar o calor nas periferias, preservar a floresta urbana remanescente e promover lazer, educação ambiental e geração de renda por meio do ecoturismo, agroecologia e economia comunitária.







