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Não erre na escolha: veja como identificar um café superior no mercado

A dúvida para escolher o melhor café é comum, mas algumas dicas podem ajudar. Foto: Divulgação.

O café é a bebida mais consumida no Brasil e no mundo. De manhã ou durante o lanche da tarde, ele sempre está presente. Por isso, o café é considerado mais que uma bebida, ele é um praticamente um ritual que milhares de pessoas seguem todos os dias.

Porém, é comum ter dúvidas sobre como escolher um café que entregue qualidade. Nem todos os que vendem nos mercados possuem as melhores características. Uma boa experiência sensorial envolve desde a origem do grão, até a forma que ele é torrado.

Entenda os tipos de café

Antes de qualquer dica, é importante entender que cada variedade de grãos possui características químicas e sensoriais únicas. Isso define o corpo, a acidez e o amargor da bebida final.

Existem diversas espécies de café no mundo, mas o mercado costuma focar em apenas duas: os grãos arábicos e os grãos robustos, ou conilon. Ambas exigem altitudes e climas específicos para florescer, o que impacta o valor final e a complexidade da bebida.

Diferença entre os grãos. Foto: Divulgação/Grão Gourmet.

A variação arábica é cultivada em altitudes elevadas e oferece uma maior complexidade de sabores, com notas frutadas, florais e acidez equilibrada. Já os grãos conilon possuem um sabor mais terroso, amargo e marcante, é muito utilizado em blends e em cafés solúveis.

Origem e o cultivo

A origem dos grãos é um dos fatores que mais influenciam na qualidade do café. Saber sobre isso envolve entender como o café foi plantado. Práticas sustentáveis preservam os nutrientes do solo e garantem um ecossistema equilibrado, por exemplo.

No Brasil, em Minas Gerais são produzidos grãos de alta qualidade. No cenário internacional, países como Etiópia e Colômbia se destacam por perfis sensoriais únicos que são essenciais para quem busca um café de origem controlada.

Grau de torra

O grau de torra é um processo térmico que transforma o grão verde no grão marrom e aromático. Uns segundos a mais ou a menos influenciam completamente no sabor na bebida.

A torra clara é feita de maneira a preservar a acidez e as notas originais do grão. Já a torra escura resulta em um sabor mais amargo e carbonizado. Se for feita de forma incorreta, reduz a qualidade do café.

Graus de torra. Foto: Divulgação/Grão Gourmet.

Frescor e armazenamento

Outro ponto para analisar é o frescor dos grãos de café, pois ele é o inimigo número um da oxidação. Quando o café é torrado e armazenado, ele começa a liberar gases e perder os compostos aromáticos voláteis. Então, é importante verificar a data de torra na embalagem. O ideal é consumir o café entre 7 a 30 dias após esse processo.

Em relação ao armazenamento em casa, evite deixá-lo dentro da geladeira, o correto é armazenar em potes herméticos ou na própria embalagem original.

Sabor e aroma

O sabor do café de qualidade vai além do sabor amargo, ele pode conter notas de chocolate, frutas vermelhas, caramelo ou até especiarias, dependendo do grão e da torra realizada. Você pode fazer essa escolha a partir da indicação na embalagem.

A melhor forma de experimentar é fazer uma rápida degustação. Sinta o aroma do pó seco, depois o aroma da bebida pronta. Ao dar o primeiro gole, deixe o líquido passar por toda a língua para identificar a acidez e a doçura natural.

Como escolher cafés de qualidade no mercado

Grande parte dos brasileiros consome o café já em pó e comprado nos mercados comuns. Então, é essencial ficar atento às indicações nas embalagens para evitar bebidas excessivamente amargas ou com impurezas.

A primeira regra importantíssima para escolher um café de qualidade é observar os selos da ABIC (Associação Brasileira da Indústria de Café). Eles classificam o produto em três categorias:

  • Extraforte/tradicional: geralmente possuem torras muito escuras e podem conter blends de menor custo;
  • Gourmet: são grãos 100% arábica, com moagem mais uniforme e notas sensoriais preservadas;
  • Superior: apresentam uma qualidade de grão melhor e sabor mais equilibrado.
Certificações da ABIC. Foto: Divulgação/ABIC.

Além disso, a forma como o café é embalado diz muito sobre a sua conservação. Os cafés embalados a vácuo, por exemplo, costumam conservar o pó por mais tempo. O ideal é priorizar embalagens que garantam que o pó não teve contato com o oxigênio.

  • Estagiária sob supervisão de Clayton Matos

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