O Estádio Olímpico do Pará Jornalista Edgar Proença, o Mangueirão, dá mais um passo para se firmar entre as principais arenas do país. Desta vez, o estádio se destaca com tecnologia de ponta que coloca o Norte no mesmo mapa dos grandes centros do futebol brasileiro. O estádio é o primeiro da região a receber o sistema de impedimento semiautomático. Esse recurso já é utilizado em ligas de elite ao redor do mundo. Agora, passa a integrar a rotina das partidas disputadas em Belém.
A novidade estreia já no próximo domingo, 10, no confronto entre Clube do Remo e Palmeiras, pela Série A do Campeonato Brasileiro. Com a instalação de 28 câmeras de alta precisão posicionadas sob a cobertura do estádio, o Mangueirão passa a operar com um sistema que utiliza inteligência artificial para detectar impedimentos com rapidez e precisão. Assim, o sistema reduz margens de erro e acelera decisões.
A tecnologia, implantada pela Confederação Brasileira de Futebol, coloca o Mangueirão no seleto grupo de arenas escolhidas para receber o sistema no país. Além disso, ele é o 14º estádio brasileiro a contar com o recurso.
O funcionamento segue um princípio simples — ao menos para quem vê de fora. Na prática, é um salto tecnológico. As câmeras registram as partidas em resolução 4K, a 100 quadros por segundo. Elas rastreiam até 29 pontos do corpo de cada jogador e atualizam dados 50 vezes por segundo.
O resultado é uma espécie de “réplica digital” do jogo em tempo real, que permite identificar o momento exato do passe e a posição dos atletas com precisão milimétrica. A decisão final continua sendo da arbitragem. Contudo, agora há um nível de suporte técnico comparável ao das principais ligas internacionais.
“Estamos elevando o nível da arbitragem no Brasil. O impedimento semiautomático traz mais rapidez, transparência e confiabilidade às decisões, alinhando o País às principais ligas do mundo”, afirmou o diretor de Arbitragem da CBF, Neto Góes.
Ajustes também no VAR
A modernização não para por aí. O estádio também passou por ajustes na operação do VAR, com a área de revisão transferida para um ponto mais isolado, longe dos bancos de reserva. Essa medida busca dar mais tranquilidade aos árbitros em momentos decisivos. Nos bastidores, o Mangueirão já havia passado por vistoria técnica com participação da Genius Sports e da Federação Paraense de Futebol. Essa etapa foi essencial para viabilizar a instalação.
Se dentro de campo a tecnologia avança, fora dele a modernização também segue firme. O estádio conta hoje com 106 leitores de reconhecimento facial nas catracas, em conformidade com a Lei Geral do Esporte. Além disso, há um sistema que já reúne mais de 130 mil torcedores cadastrados. Segurança, controle de acesso e conforto passaram a fazer parte do pacote. Isso é algo que, até pouco tempo atrás, parecia distante de muitas praças esportivas fora do eixo tradicional.
O Mangueirão também ganhou projeção internacional ao integrar a Rota Turística do Futebol do Mercosul em 2025. Assim, o estádio reforça um movimento que vai além das quatro linhas: o de reposicionar Belém como destino relevante no circuito esportivo sul-americano.
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