Mercado Financeiro

Dólar Comercial R$ 5,22 ▲
Euro R$ 5,64 ▲
Bitcoin +3.2% ▲

Editorias

Os dribles de Garrincha, os arremessos de Oscar e os solos de Carlini

A morte de Luiz Carlini reacende a lembrança de artistas e atletas que transformaram talento em legado e marcaram gerações com genialidade única.

Na vida, perseguimos heróis em muitas áreas. É uma necessidade básica do brasileiro, e ninguém está imune a isso. A gente mesmo se preocupa em deixar algo que faça as pessoas se lembrarem de nós. Para alguém, vestimos essa capa de herói, seja em nossas profissões ou entre familiares e amigos.

A morte do grande Luiz Carlini se encaixa nesse raciocínio. E isso vai muito do gosto pessoal. É o meu caso: jogador e músico frustrado. Mas, com Carlini, a gente ainda consegue atuar no “guitar hero”, imaginando aquele ataque nos solos inconfundíveis. O de Ovelha Negra, de Rita Lee, era o mais icônico de todos. Era caso de carregar uma obra em duas carretas: uma para a façanha de Rita, e outra para segurar o solo marcante de Carlini.

E ele sempre dizia que aquele solo nasceu em um sonho. Coisa de gênio. Criou tantos outros, andou ao lado de muita gente boa. Até os últimos dias, o grande senhor de cabelo longo e branco acompanhava outra lenda, Guilherme Arantes, nas apresentações.

A vida é assim. Os grandes vão e deixam suas marcas. Foi assim com Mané Garrincha e seus dribles inconfundíveis, com Oscar Schmidt nos arremessos de três sem precisar contar com a sorte, e agora com Carlini.

Como disse, os bons estão indo. Quem sabe conseguiremos deixar algo nesse mesmo naipe um dia, antes de chegar a nossa vez.

O post Os dribles de Garrincha, os arremessos de Oscar e os solos de Carlini apareceu primeiro em Diário do Pará.

Compartilhe:

Facebook
Twitter
LinkedIn
Pinterest