A Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Clima e Sustentabilidade do Pará (Semas) abriu nesta quinta-feira (7) as inscrições para o Processo Seletivo Simplificado nº 02/2026, destinado à contratação temporária de brigadistas florestais que irão atuar no combate às queimadas e incêndios florestais em diferentes regiões do Estado.
Ao todo, o edital prevê 67 vagas imediatas e outras 134 para formação de cadastro de reserva. A iniciativa faz parte das ações do Programa Estadual de Prevenção e Combate às Queimadas e Incêndios Florestais (PEPIF), criado para fortalecer a prevenção e a resposta rápida aos focos de incêndio, especialmente durante o período de estiagem na Amazônia.
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As inscrições são gratuitas e podem ser realizadas entre os dias 7 e 29 de maio de 2026, tanto pela internet quanto presencialmente nos Núcleos Regionais da Semas, em horário comercial. O candidato deverá escolher a área prioritária em que deseja atuar no momento da inscrição.
Segundo a Semas, o reforço nas equipes busca ampliar a capacidade operacional do Estado em regiões consideradas mais vulneráveis às queimadas, garantindo maior rapidez nas ações de contenção e proteção ambiental.
As vagas estão distribuídas em seis áreas prioritárias:
- Goianésia e Rondon do Pará
- Anapu e Pacajá
- Senador José Porfírio
- Chapadão de Uruará e Medicilândia
- Itaituba e Moraes de Almeida
- Novo Progresso e Vila Isol
Os brigadistas selecionados receberão auxílio mensal de R$ 2.800 para o cargo de Nível 1, destinado a candidatos sem exigência de Carteira Nacional de Habilitação (CNH), e de R$ 3.036 para o cargo de Nível 2, voltado a candidatos que possuam CNH categoria “B” ou superior.
Reforço no combate às queimadas
De acordo com o secretário de Meio Ambiente, Clima e Sustentabilidade do Pará, Raul Protázio, o processo seletivo representa um reforço importante nas estratégias estaduais de prevenção e combate aos incêndios florestais. “Esse processo fortalece as nossas ações preventivas e de resposta rápida aos incêndios florestais. A atuação dos brigadistas é fundamental para proteger nossas florestas, as comunidades e reduzir os impactos ambientais causados pelas queimadas, especialmente nas regiões mais vulneráveis do Estado”, afirmou o secretário.
Ainda segundo ele, a presença de equipes em áreas críticas contribui diretamente para diminuir os danos ambientais e melhorar o atendimento às comunidades afetadas pelos focos de incêndio.
Os brigadistas atuarão em conjunto com o Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Pará (CBMPA), responsável pela coordenação operacional das equipes voluntárias.
Jornada e atuação em campo
A jornada de trabalho prevista para os brigadistas dos níveis 1 e 2 será de 176 horas mensais. As atividades poderão ser realizadas em regime de plantão, com escalas, horários, períodos de descanso e folgas definidos pelo Corpo de Bombeiros.
Os profissionais selecionados irão desempenhar atividades de prevenção, monitoramento e combate direto aos incêndios florestais, além de apoio às ações de educação ambiental e orientação às comunidades locais.
A atuação das brigadas é considerada estratégica durante o período de maior incidência de queimadas no Pará, especialmente em áreas próximas a florestas, unidades de conservação e territórios vulneráveis ao avanço do fogo.
Programa estadual busca reduzir impactos ambientais
O edital integra o conjunto de ações permanentes estabelecidas pelo Programa Estadual de Prevenção e Combate às Queimadas e Incêndios Florestais (PEPIF), criado pelo Governo do Pará para enfrentar os impactos causados pelos incêndios florestais no território paraense.
O programa reúne ações da Semas, do Corpo de Bombeiros Militar do Pará e de outros órgãos estaduais, com foco na prevenção, monitoramento e resposta rápida aos focos de queimadas.
Entre os principais objetivos estão a redução dos impactos ambientais, a preservação das florestas, a proteção da biodiversidade e a diminuição dos prejuízos sociais e econômicos causados pelos incêndios.
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Nos últimos anos, o Estado tem intensificado medidas de fiscalização, monitoramento e formação de brigadas em municípios considerados prioritários devido ao alto índice de queimadas registrado durante os períodos mais secos do ano.







