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11º Amazônia FiDoc premia vencedores

Festival Pan-Amazônico de Cinema celebra a pluralidade dos cinemas das Amazônias. FOTO: RODOLFO MENDONÇA/DIVULGAÇÃO

As telas que, ao longo de mais de uma semana, reuniram filmes de diferentes territórios amazônicos, ampliando o diálogo entre culturas, idiomas e formas de narrar a região, se voltaram para o anúncio dos grandes vencedores do 11º Festival Pan-Amazônico de Cinema – Amazônia FiDoc. A cerimônia de encerramento do festival ocorreu na noite desta quarta-feira (6), no Cine Líbero Luxardo, em Belém, com a revelação dos melhores curtas e longas-metragens da edição.

A principal competição do festival, a Mostra da Amazônia Legal premiou “A Mulher sem Chão” (PA), de Auritha Tabajara e Débora McDowell, como Melhor Longa-Metragem pelo Júri Oficial. Débora celebrou o reconhecimento recebido em Belém. “É uma honra ser reconhecida em casa. O trabalho do festival é incrível e conheci muita gente nessa edição. O prêmio é muito importante, mas o que fica são os encontros”, afirmou. Débora também dedicou a conquista à protagonista do documentário, Auritha Tabajara, mulher indígena da etnia Tabajara que deixou o Ceará e enfrenta os desafios e invisibilidade para viver em São Paulo.

O curta “Ascensão da Cigarra” (RO), dirigido por Ana Clara Ribeiro, recebeu Menção Honrosa. Já “Mucura” (RO) venceu como Melhor Curta-Metragem pelo Júri Popular.

O prêmio de Melhor Curta-Metragem pelo Júri Oficial ficou com “Sukande Kasáká – Terra Doente” (NT), dirigido por Kamikia Kisedje e Fred Rahal. Na categoria de longas-metragens, “Concerto de Quintal” (RO) recebeu Menção Honrosa.

O prêmio de Melhor Longa-Metragem pelo Júri Popular foi para “Xingu, Nosso Rio Sagrado” (PA), dirigido por Ângela Gomes. “Entre tantos filmes maravilhosos e um festival de altíssima qualidade, é uma honra ganhar um prêmio no FiDoc. Tenho muito carinho pelo festival e reconheço sua importância para o setor audiovisual. Vida longa ao festival”, declarou a diretora.

A noite contou ainda com a exibição especial do maior prêmio da noite, o longa vencedor da Mostra Pan-Amazônica pelo júri oficial, “Glória e Liberdade”, dirigido por Letícia Simões. Ela celebrou a premiação e destacou a importância do reconhecimento ao filme, que levou uma década para ser concluído. 

Segundo Letícia, a produção nasceu em um contexto político e representa uma releitura da história do país. “Estou muito feliz com esse olhar generoso para o filme. Foram dez anos para que ele fosse realizado, e é muito bonito vê-lo sendo selecionado, assistido, comentado e ainda premiado. Viva a Amazônia. Viva o Brasil”, afirmou.

Curta ‘Boiúna’ foi escolha do júri e do público

Os prêmios da Mostra Pan-Amazônica foram entregues pela coordenadora do festival,  Zienhe Castro. O curta “Boiuna” (Brasil – PA), dirigido por Adriana de Faria, conquistou os prêmios de Melhor Curta-Metragem pelo Júri Oficial e também pelo Júri Popular.

Ao receber a premiação, Adriana destacou a importância de exibir o filme na Amazônia e a identificação do público com a obra. “É muito diferente ter o filme exibido em Belém. As exibições na Amazônia têm uma receptividade muito especial, porque a gente se reconhece nas histórias. Precisamos continuar fazendo esse trabalho, e o Amazônia FiDoc acredita nas nossas obras”, afirmou.

A Menção Honrosa da mostra foi para “Sara” (Peru), dirigido por Ariana Andrade Castro. O júri destacou que o filme foi reconhecido “pelo retrato sensível de um dilema mundial, ainda muito invisibilizado, mas que ao mesmo tempo se conecta com audiências do mundo afora”.

Já o prêmio de Melhor Longa-Metragem pelo Júri Popular foi para “Dona Onete: Meu Coração Nesse Pedacinho Aqui” (RJ), dirigido por Mini Kerti. O filme “Kueka, Memoria Ancestral” (Venezuela), dirigido por María de los Ángeles Peña Fonseca, recebeu Menção Honrosa.

Ainda foram entregues as premiações dos vencedores da 4ª Mostra Competitiva Primeiro Olhar – Rios das Memórias, da 3ª Mostra Amazonas do Cinema e da 3ª Mostra de Videoclipes e Videoartes.

Coordenadora destaca pluralidade do festival

A Z Filmes e Instituto Culta da Amazônia realizaram o 11º Amazônia FiDoc entre os dias 28 de abril e 6 de maio. A Petrobras patrocinou o festival por meio da Lei Rouanet, e tem apoio do Governo do Pará, Sesc/Pará, Fórum dos Festivais e Mistika, além de parcerias com Aliança Francesa Belém, Instituto +Mulheres, Ficci e Apex Brasil. O festival reuniu, em Belém e em cidades ribeirinhas da região, uma programação gratuita dedicada ao cinema produzido na Amazônia Legal e na Pan-Amazônia, com exibições de filmes em seis mostras competitivas, atividades formativas, debates e encontros entre realizadores, profissionais do setor e público.

Ao todo, a edição recebeu 1.200 inscrições de filmes, entre curtas e longas de ficção, documentário e animação, contando com três estreias do cinema paraense, a Colômbia como país convidado, a realização do 2º Fórum de Cinema das Amazônias, com 12 painéis, mesas e debates, além de 16 atividades formativas.

A coordenadora do festival, Zienhe Castro, destacou que o Amazônia FiDoc se consolidou como uma grande sala de cinema marcada por uma cinematografia “plural, diversa e autoral”, e celebrou a noite de premiação como um momento de reconhecimento e fortalecimento do audiovisual amazônico. “Hoje é uma noite muito especial, de celebração das obras, dos realizadores e também das parcerias que ajudam a fortalecer o nosso cinema amazônico”, afirmou.

*Com informações de assessoria.

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