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Caso Benício: polícia conclui inquérito e indicia médica e técnica de enfermagem

Investigação conclui que falha médica levou à morte de criança.

A morte do menino Benício Xavier, de 6 anos, foi causada por uma overdose de adrenalina decorrente de erro médico, segundo conclusão da Polícia Civil do Amazonas divulgada no domingo (4). O caso envolvendo a aplicação indevida do medicamento ganhou repercussão nacional após a investigação apontar falhas graves no atendimento prestado à criança em um hospital particular de Manaus.

De acordo com o inquérito, Benício deu entrada na unidade de saúde em 22 de novembro de 2025 com sintomas leves, como tosse seca e suspeita de laringite, mas recebeu adrenalina diretamente na veia, quando o protocolo indicado seria a administração por inalação.

Caso Benício: overdose de adrenalina e erro médico

A aplicação incorreta provocou um quadro crítico que evoluiu rapidamente para a morte do menino horas depois. A polícia classificou o caso como “erro médico grosseiro” e decidiu indiciar a médica Juliana Brasil; responsável pela prescrição; a técnica de enfermagem Raiza Bento que aplicou o medicamento; e também diretores do hospital. O entendimento dos investigadores é que houve uma sequência de falhas que comprometeram o atendimento e contribuíram diretamente para o desfecho fatal.

Relatos da família reforçam o cenário de negligência. A mãe da criança afirmou que questionou o procedimento antes da aplicação, mas não foi ouvida pela equipe. “Enquanto meu filho precisava de ajuda, ela estava ao celular”, declarou, em referência à médica, segundo informações reveladas durante a apuração do caso.

Investigação aponta negligência e falhas no atendimento

As investigações também identificaram que, no momento do atendimento, a profissional de saúde trocava mensagens relacionadas à venda de produtos, o que, para a polícia, indica desvio de atenção e quebra de protocolos básicos de segurança do paciente.

A defesa da médica sustenta que a falha foi causada por erro no sistema do hospital, que teria alterado automaticamente a via de administração do medicamento. Ainda assim, o caso segue sob análise da Justiça e pode resultar em responsabilização criminal dos envolvidos.

Defesa da médica e responsabilização criminal

O episódio reacende o debate sobre segurança hospitalar, protocolos clínicos e fiscalização de procedimentos médicos, especialmente em situações de urgência envolvendo crianças, onde qualquer falha pode ter consequências irreversíveis.

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