A investigação da Corregedoria da Polícia Civil de Mato Grosso apura a conduta de um escrivão suspeito de manter perfil em site adulto, onde ofereceria serviços íntimos e teria utilizado a camisa da corporação em imagens divulgadas na internet. O caso veio à tona nesta quarta-feira (29), após fotos e descrições do perfil viralizarem em redes sociais e aplicativos de mensagens.
Segundo as informações, o perfil atribuía ao servidor a oferta de programas por R$ 200, com descrições explícitas e promessas de desempenho sexual. Em uma das apresentações, o homem se identificava como “policial novinho de Cuiabá (MT)” e detalhava características físicas e serviços, além de disponibilizar contato direto com clientes. Na descrição dos sites, o policial se descrevia como “baixinho, porém macho, malhado e forte” e prometia 18 centímetros de “puro prazer”.
A denúncia ganhou maior gravidade após a divulgação de imagens em que o suposto policial aparece utilizando apenas a camisa da instituição, o que pode configurar uso indevido da imagem institucional, caso seja comprovado. A Corregedoria-Geral confirmou que instaurou procedimento para apurar os fatos e eventuais responsabilidades administrativas.
Defesa contesta autenticidade
O servidor investigado foi identificado como Odezio Graucio de Oliveira Junior, de 24 anos, embora ainda não haja confirmação oficial de que o perfil seja de sua autoria. A defesa do policial nega as acusações e afirma que as imagens são “expressamente contestadas, inclusive quanto à autenticidade, origem, contexto, eventual adulteração ou manipulação digital”.
Em nota, a Polícia Civil informou que o caso está sob análise e que, por se tratar de procedimento em andamento, não serão divulgados detalhes adicionais neste momento. Caso as irregularidades sejam confirmadas, o servidor poderá responder por infração disciplinar grave, com possíveis sanções administrativas.
Exposição institucional em ambientes digitais
O episódio levanta debate sobre conduta funcional e uso da imagem institucional por agentes públicos, especialmente em ambientes digitais, além de evidenciar os desafios das corporações no controle da exposição de seus integrantes nas redes e plataformas online.
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