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Paysandu: recuperação judicial propõe cortes de até 85% nas dívidas

O Paysandu deu um passo decisivo em seu processo de reorganização financeira ao protocolar na Justiça, na última quinta-feira (23), o seu plano de recuperação judicial. O documento prevê medidas duras para reequilibrar as contas, incluindo descontos que podem chegar a 85% do valor devido aos credores e um prazo de pagamento que pode se estender por até dez anos.

A proposta foi estruturada para dar fôlego imediato ao caixa do clube. Entre os principais pontos está a previsão de um período de carência de até três anos antes do início dos pagamentos para determinadas categorias de credores. No caso das dívidas trabalhistas — que envolvem ex-atletas, jogadores do elenco atual e funcionários — o plano prevê redução de 50% dos valores e quitação em até um ano.

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Já para credores sem garantia ou com garantia real, como fornecedores e instituições financeiras, as condições são mais rígidas. O clube propõe o desconto máximo de 85%, com parcelamento ao longo de uma década após o período de carência estabelecido. Atualmente, o passivo total do Paysandu é estimado em cerca de R$ 75 milhões, sendo mais de R$ 15 milhões referentes a dívidas trabalhistas.

Na justificativa apresentada ao Judiciário, o clube atribui a crise a um histórico de desequilíbrios financeiros, com despesas superiores às receitas, além do impacto significativo causado pelo rebaixamento para a Série C, que reduziu receitas com patrocínios e direitos de transmissão. Apesar do cenário desafiador, a diretoria bicolor demonstra confiança na recuperação.

Paysandu espera aval dos credores

O clube aposta na força de sua torcida e na implementação de práticas de gestão mais profissionais como pilares para a retomada da estabilidade financeira. O sucesso do plano, no entanto, depende da aprovação dos credores em assembleia. Até que haja uma deliberação, o Paysandu segue protegido por um período de 180 dias de suspensão das execuções de dívidas, medida que está em vigor desde 20 de fevereiro.


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