O novo Happy City Index 2026 colocou o Brasil no mapa global da qualidade de vida urbana, mas de forma limitada. O estudo analisou 251 cidades do mundo e destacou apenas três municípios brasileiros: São Paulo, Curitiba e Belo Horizonte são consideradas cidades “felizes” pela análise. Ao mesmo tempo, cidades conhecidas nacionalmente, como Rio de Janeiro e Belém, ficaram fora da lista.
O levantamento reuniu 466 pesquisadores e avaliou 64 indicadores distribuídos em áreas estratégicas. Entre elas estão governança, economia, meio ambiente, saúde, mobilidade e participação cidadã. Dessa forma, o índice buscou medir não apenas riqueza ou tamanho das cidades, mas sim a capacidade de garantir qualidade de vida sustentável para moradores atuais e futuras gerações.
Entre os brasileiros, São Paulo alcançou a melhor posição no ranking das cidades felizes. A maior metrópole do país apareceu no 161º lugar, com destaque para sua força econômica e infraestrutura urbana. Ainda assim, especialistas apontam desafios persistentes, como mobilidade urbana, segurança e desigualdade social. Por isso, a presença na lista mostra avanço, mas também evidencia a necessidade de melhorias estruturais.
Logo depois, Curitiba surgiu na 197ª colocação. A capital paranaense é historicamente reconhecida por políticas de planejamento urbano e transporte público. Mesmo assim, o ranking indica que outras cidades globais avançaram mais rapidamente em áreas como sustentabilidade ambiental e serviços públicos.
Na sequência, Belo Horizonte apareceu na 219ª posição. A capital mineira apresentou desempenho moderado em indicadores sociais e econômicos. No entanto, o estudo aponta que a cidade ainda precisa fortalecer ações em mobilidade, gestão ambiental e qualidade dos serviços urbanos para subir no ranking internacional.
Além disso, o resultado chamou atenção pela ausência de cidades importantes do cenário nacional. Rio de Janeiro e Belém, por exemplo, não foram incluídas na edição do índice. Essa exclusão sugere que problemas estruturais, como desigualdade, infraestrutura insuficiente e planejamento urbano limitado, ainda impactam o desempenho de grandes centros urbanos brasileiros.
O Happy City Index 2026 reforça que o objetivo não é escolher a melhor cidade do mundo. Em vez disso, o estudo busca identificar locais que combinam desenvolvimento sustentável, boa governança e qualidade de vida. Portanto, a presença de apenas três cidades brasileiras indica que o país ainda enfrenta desafios relevantes para competir com centros urbanos de alto desempenho global.
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