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Remo tem apenas Brasileirão e Copa do Brasil para salvar 2026

A volta à Série A após 32 anos transformou 2026 em promessa de reconstrução histórica. Poucos meses depois, o cenário é de urgência. Eliminado na Copa Norte e vice no Parazão, o Clube do Remo reduziu o calendário a duas frentes: sobreviver no Brasileirão e sustentar a vantagem na Copa do Brasil.

O problema começou antes da bola rolar. A diretoria manteve Marcos Braz no cargo de executivo de futebol sem renovar contrato, mesmo com o vínculo se encerrando no fim de 2025. Ele participou da montagem do elenco, da contratação de Juan Carlos Osorio e deixou o clube em 26 de janeiro.

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Quando Luís Vagner Vivian assumiu o departamento o grupo já estava praticamente fechado. Trocar o executivo com o elenco montado compromete alinhamento, perfil de contratações e continuidade de planejamento. A temporada começou com ruído interno.



Dentro de campo, a aposta foi em Juan Carlos Osorio, técnico de metodologia rígida e construção gradual. O desafio: aplicar um projeto de médio prazo em um calendário encurtado pela Copa do Mundo, com a Série A iniciando mais cedo e exigindo resultado imediato.

Osorio acumulou 13 jogos, quatro vitórias, sete empates e duas derrotas. Conquistou a Supercopa Grão-Pará e manteve discurso de evolução. Mas, assim como aconteceria depois com Léo Condé, optou por mesclar equipes nas competições regionais para priorizar o Brasileirão.

A estratégia teve custo. No Parazão, o Remo avançou apenas em quinto na fase classificatória. Passou pelo Águia nos pênaltis nas quartas de final e buscou virada heroica sobre o Cametá na semifinal. Na decisão, mesmo com a base considerada titular, encontrou um Paysandu mais estruturado e perdeu o título.



A queda de Osorio veio após o revés para o maior rival na primeira partida da final. Flávio Garcia assumiu interinamente e, depois do vice estadual, Léo Condé foi contratado com a missão de reorganizar o elenco.

Condé manteve a lógica da priorização. Titulares preservados, rodagem ampliada e foco declarado na Série A. Na Copa Norte, o plano ruiu: eliminação ainda na primeira fase, com o Remo terminando em quarto no grupo.

Os números do novo treinador também não sustentam reação. São quatro vitórias, três empates e oito derrotas, com 16 gols marcados e 22 sofridos. A rotatividade não trouxe consistência, nem no time principal, nem nas equipes alternativas.

No Brasileirão, a conta virou pressão. Uma vitória em 13 jogos, oito pontos e vice-lanterna. O primeiro clube fora da zona já abriu seis de vantagem. O saldo negativo de 10 gols escancara fragilidade defensiva e dificuldade de competir em alto nível.



A crítica central não está apenas na escolha de poupar. Está na coerência do plano. Se a prioridade sempre foi a Série A, era preciso chegar ao torneio com modelo consolidado, base definida e reforços ajustados. O Remo entrou em construção enquanto disputava a elite.

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Hoje, restam dois caminhos para evitar que 2026 vire apenas frustração. No Brasileirão, a missão é reagir imediatamente. Na Copa do Brasil, há oportunidade concreta: vitória por 3 a 1 sobre o Bahia, na Arena Fonte Nova, garante vantagem relevante antes da volta no Mangueirão, dia 13 de maio, às 21h30.

Fora das quatro linhas, há outro ponto decisivo. O acesso trouxe visibilidade e aumento de receitas, mas o CT segue com obras paradas e pré-projetos ainda em aprovação. Se os resultados esportivos oscilam, a diretoria precisa entregar estrutura como legado.

O próximo capítulo será no sábado, 2 de maio, às 16h, contra o Botafogo, no Nilton Santos, pela 14ª rodada. Entre erros admitidos, planejamento questionado e pressão crescente, o Remo joga mais que três pontos. Joga o sentido da própria temporada.



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