Fonte: Agência Câmara de Notícias
A Polícia Federal instaurou uma investigação para apurar a presença de mercadorias contrabandeadas em um jato executivo que transportava o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), o senador Ciro Nogueira (PP-PI) e os deputados federais Doutor Luizinho (PP-RJ) e Isnaldo Bulhões (MDB-AL).
O voo ocorreu no dia 20 de abril de 2025, partindo de São Martinho — ilha caribenha conhecida como paraíso fiscal — com destino ao Aeroporto Catarina, em São Paulo, terminal exclusivo para aviação privada, ou seja, apenas para aviões executivos. Segundo as investigações, a aeronave pertence a um empresário ligado à CPI das Bets, comissão que contava com a participação direta de Ciro Nogueira na época do episódio.
A suspeita inicial da PF recaiu sobre o avião, que estaria sendo utilizado para o transporte de itens que não passaram pela fiscalização de raio-x. Somente no decorrer das diligências é que os agentes identificaram a presença dos parlamentares entre os passageiros.
Devido ao foro por prerrogativa de função dos envolvidos, a PF encaminhou o caso ao Supremo Tribunal Federal (STF). Na última segunda-feira (27), o ministro Alexandre de Moraes solicitou um parecer da Procuradoria-Geral da República (PGR). O órgão deverá analisar se há indícios suficientes de crime para a abertura de um inquérito formal ou outras medidas judiciais.
Em nota oficial, a assessoria de Hugo Motta confirmou que o deputado estava na aeronave, mas assegurou que ele “cumpriu todos os protocolos e determinações da legislação aduaneira ao desembarcar”. O presidente da Câmara afirmou que aguardará a manifestação da PGR.
Até o momento, as assessorias do senador Ciro Nogueira e dos deputados Doutor Luizinho e Isnaldo Bulhões não responderam aos questionamentos da imprensa.
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