Fãs fazem vigília na porta de hotel à espera do Guns N’ Roses em Belém

A contagem regressiva já mexia com os ânimos. Mas, em Belém, a expectativa pelo show do Guns N’ Roses ultrapassou qualquer previsão e até mesmo a chuva insistente que caiu sobre a cidade nos últimos dias. Em frente ao hotel onde a banda está hospedada, na Avenida Presidente Vargas, fãs transformaram a calçada em ponto de encontro.

Nem o tempo fechado foi capaz de dispersar quem decidiu apostar na sorte de um aceno, uma foto ou, quem sabe, um encontro rápido com os ídolos. A movimentação começou ainda na quinta-feira (23), quando a banda desembarcou na capital paraense, e seguiu intensa nas horas seguintes.

O show, marcado para este sábado (25) no Estádio Mangueirão, é considerado um dos eventos mais aguardados de 2026 na cidade. A apresentação faz parte da turnê mundial “Because What You Want and What You Get Are Two Completely Different Things” e deve reunir milhares de fãs de diferentes gerações. A abertura ficará por conta da banda brasileira Raimundos.

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A programação no estádio será liberado ao meio-dia e os portões abrem às 16h, preparando o público para uma noite histórica em Belém.

Enquanto isso, do lado de fora do hotel, a experiência já começou para muitos.



O autônomo Bruno Pereira, de 38 anos, é um dos que não arredou o pé do local. Fã da banda há mais de três décadas, ele carrega na memória o início dessa conexão com o rock.

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“Eu sou fã desde os meus 8 anos de idade. Tem mais de 30 anos. Eu tinha uma fita cassete em casa e ficava torcendo para tocar nas rádios”, relembra. “Aqui eu já consegui ver o baterista e o guitarrista. A expectativa para o show é a maior possível. Como é a primeira vez deles em Belém, vai ser extraordinário. Uma oportunidade dessas a gente pode não ter no futuro.”



Entre os presentes, o vendedor Cláudio Henrique Silva Júnior, de 33 anos, carrega uma motivação que vai além do show. Natural de Itapecuru-Mirim, no Maranhão, ele conta que sua história de vida é marcada por separações familiares desde muito cedo.



“Eu sou do Maranhão, da cidade de Itapecuru-Mirim. Fui pro Rio de Janeiro com 10 meses de nascido. Meu pai é daqui de Belém, me deu para a minha tia que estava aqui. Depois ela me levou para a minha avó, que mora no Rio. Elas foram para lá ainda adolescentes, e foi assim que eu cresci longe da minha mãe”, relata.

Hoje morando no Rio de Janeiro, onde tem um ponto fixo de vendas, Cláudio decidiu acompanhar a turnê da banda como uma forma de garantir renda extra vendendo camisas. Mas, desta vez, a viagem tem um significado ainda mais profundo.

“Eu vim nesse propósito dessa turnê, mas também com um objetivo pessoal: conhecer a minha mãe, Edna Rodrigues Macedo. Eu tenho 33 anos e não conheço ela”, revela. “Então, além do trabalho, essa viagem é muito importante pra mim.”





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