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Fim da escala 6×1 avança na Câmara dos Deputados

Proposta que prevê o fim da escala 6×1 avançou na Câmara e entra em nova fase de discussão no Congresso Nacional. Foto: Jonas Pereira/Agência Senado

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados aprovou a proposta que prevê o fim da escala 6×1, modelo em que o trabalhador atua seis dias seguidos e descansa apenas um. Com a decisão, o tema avançou na tramitação e entrou em uma nova fase dentro do Congresso Nacional.

Agora, o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), deve instalar já na próxima semana uma comissão especial para discutir o conteúdo da proposta. Essa etapa será decisiva. Nela, os parlamentares vão analisar o mérito da medida, ou seja, os impactos reais da mudança na jornada de trabalho e na economia.

Presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), deve instalar comissão especial para discutir proposta que prevê o fim da escala 6×1 no país. Foto: Kayo Magalhaes

Antes disso, a votação na CCJ avaliou apenas se o texto respeita a Constituição e as regras legais. Portanto, não houve discussão sobre o conteúdo da proposta. Mesmo assim, a aprovação representou um avanço importante para o projeto que pretende reduzir a carga semanal de trabalho no país.

O relator da matéria, deputado Paulo Azi (União-BA), defendeu a criação de um período de transição. Segundo ele, essa fase seria necessária para permitir que empresas e setores produtivos se adaptem gradualmente às novas regras. Além disso, o parlamentar destacou a necessidade de discutir possíveis compensações econômicas para evitar impactos negativos no mercado.

Câmara avança na tramitação de proposta que altera modelo tradicional de jornada semanal. Foto: Alessandro Dantas

Propostas de reorganização da jornada de trabalho

As propostas em análise reúnem diferentes iniciativas que tratam da redução da jornada semanal e da reorganização das escalas de trabalho. Uma delas prevê a redução gradual da carga horária de 44 para 36 horas semanais ao longo de dez anos. Outra proposta sugere a adoção da escala 4×3, com quatro dias de trabalho e três de descanso.

Apesar das diferenças entre os textos, o debate no Congresso já aponta para a construção de um modelo intermediário. Esse formato prevê uma jornada semanal de 40 horas, com a tradicional escala 5×2, modelo já adotado em grande parte do mercado formal.

Iniciativa do governo federal e ramitação

O governo federal também entrou diretamente na discussão. O Executivo apresentou um projeto próprio e pediu urgência na tramitação. Com isso, o Congresso passa a ter um prazo máximo para analisar a proposta, o que aumenta a pressão política e acelera o debate sobre o futuro da jornada de trabalho no Brasil.

Na prática, a proposta do governo prevê reduzir a jornada máxima de 44 para 40 horas semanais. Além disso, o texto inclui trabalhadores domésticos nas novas regras. A medida também estabelece que a duração normal do trabalho não poderá ultrapassar oito horas por dia.

Se a proposta avançar nas próximas etapas, ela ainda precisará ser aprovada em dois turnos no plenário da Câmara. Para isso, será necessário o apoio de pelo menos 308 dos 513 deputados federais. Depois, o texto seguirá para análise no Senado. Caso haja mudanças, a proposta retorna à Câmara antes de seguir para sanção presidencial.

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