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Esposa de Chrys Dias se pronuncia após nova prisão do influencer

O cerco apertou e, mesmo após uma reviravolta na Justiça, os desdobramentos continuam mantendo nomes conhecidos das redes sociais e do funk atrás das grades. A Operação Narco Fluxo, deflagrada pela Polícia Federal, ganhou um novo capítulo na quinta-feira (23).

A repercussão mais recente veio após a manifestação de Débora Paixão, esposa do influenciador e empresário Chrys Dias, que usou as redes sociais para criticar a decisão que manteve a prisão dos investigados.

“O Ministério Público se manifestou agora concordando com o novo pedido de prisão que surgiu de última hora, mesmo após a decisão do STJ de que a prisão anterior era ilegal”, escreveu.

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Segundo ela, a defesa pretende recorrer novamente. “Entendemos que o novo pedido não tem fundamentos, e a defesa se manifestará e aguardará a decisão final do juiz”, afirmou, dizendo confiar na Justiça.

Mais cedo, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) havia concedido habeas corpus ao apontar possíveis irregularidades no cumprimento dos mandados de prisão. Ainda assim, a Polícia Federal apresentou um novo pedido de prisão preventiva, alegando que a soltura dos investigados representaria risco à ordem pública argumento que foi acolhido pelo Ministério Público.

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Influenciadores, MCs e esquema bilionário

Entre os principais alvos da operação estão nomes populares como MC Ryan SP e Poze do Rodo, além de Raphael Sousa Oliveira, responsável pelo perfil de fofoca Choquei. Eles seguem presos desde o dia 15 de abril, em diferentes unidades prisionais.

De acordo com as investigações, Chrys Dias e Débora Paixão seriam “financiadores relevantes” do suposto esquema, utilizando rifas digitais divulgadas nas redes sociais para movimentar recursos destinados a empresas ligadas à organização criminosa.

Débora cumpre prisão domiciliar, enquanto os demais investigados permanecem detidos.

A operação cumpriu 45 mandados em diversas cidades do país e resultou na prisão preventiva de 39 suspeitos. Segundo a Polícia Federal, o grupo é investigado por movimentar valores que podem ultrapassar R$ 260 bilhões, utilizando ganhos com shows e publicidade (especialmente ligados a casas de apostas) para ocultar a origem ilícita do dinheiro.

Os investigados podem responder por crimes como associação criminosa, lavagem de dinheiro e evasão de divisas.

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