Nesta quarta-feira (22), a Defensoria Pública da União (DPU) informou que está atuando para viabilizar o traslado ao Brasil do corpo da paraense Krisley Poliana Vieira da Silva, de 36 anos de idade, que morreu após complicações decorrentes de procedimentos cirúrgicos realizados em uma clínica particular na cidade de Santa Cruz de la Sierra, na Bolívia.
Segundo o órgão, a família procurou atendimento no dia 17 de abril, quando Krisley ainda estava internada em estado grave. O pedido inicial buscava apoio jurídico e intermediação com o consulado brasileiro no país. Horas depois, no entanto, foi confirmado o falecimento da paciente.
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Diante da situação, a DPU informou que expediu recomendação ao Ministério das Relações Exteriores para análise urgente da possibilidade de custeio excepcional da repatriação do corpo, levando em conta a vulnerabilidade financeira da família e possíveis hipóteses legais que permitam o procedimento.
O órgão destacou ainda que a atuação se limita à orientação jurídica e articulação institucional, não possuindo atribuição para atuação judicial no caso.
O Consulado-Geral do Brasil em Santa Cruz de la Sierra informou que passou a prestar assistência consular desde o momento em que foi acionado pela família. A representação diplomática afirmou ainda que mantém contato com autoridades locais e segue acompanhando o caso.
Até o momento, o corpo de Krisley permanece no Instituto Médico Legal (IML) da cidade boliviana, enquanto a causa oficial da morte ainda não foi divulgada. Sem recursos para arcar com os custos do traslado, a família segue mobilizada e pede apoio para que o corpo possa ser trazido de volta ao Pará para sepultamento.
Assista a reportagem do Bora Cidade:
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Relembre o caso
Krisley morava em Itaituba, no sudoeste do Pará, município localizado a cerca de 1.300 quilômetros de Belém, e trabalhava como garimpeira e cozinheira. Ela viajou à Bolívia com o objetivo de realizar procedimentos estéticos, incluindo abdominoplastia, lipoaspiração e colocação de próteses de silicone.
De acordo com relatos da família, a primeira intervenção foi a colocação de silicone, realizada no dia 1º de abril. Dois dias depois, no dia 03 de abril, a paciente passou pela abdominoplastia e começou a apresentar dores intensas na região abdominal.
A evolução do quadro levou à internação da brasileira, que chegou a ser atendida em diferentes unidades de saúde. Apesar da transferência para um hospital com equipe especializada, o estado clínico se agravou progressivamente.
Segundo a família de Krisley, as unidades médicas atribuíram o quadro a uma infecção urinária e afirmaram não haver relação com os procedimentos estéticos realizados. No entanto, os familiares contestam a versão.




