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Caso Master: Preso mais um suspeito de articular propinas no BRB

Investigação aponta esquema milionário envolvendo BRB e Banco Master

Mais um desdobramento das investigações envolvendo o Banco de Brasília e o Banco Master reforça suspeitas de um esquema articulado para aquisição disfarçada de participação acionária e circulação de recursos. Preso na quinta-feira (16), por decisão do ministro André Mendonça, o advogado Daniel Monteiro, apontado como responsável por estruturar o pagamento de propina ao então presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, aparece também como acionista relevante da instituição financeira.

Dados do processo indicam que Monteiro detinha, até fevereiro, cerca de 3,4 milhões de ações do banco — sendo 282.278 ordinárias e mais de 3,1 milhões preferenciais — avaliadas em aproximadamente R$ 13,5 milhões. O próprio BRB sustenta que ele atuava como “laranja” de Daniel Vorcaro, além de outros operadores ligados ao grupo, em um suposto esquema para assumir o controle acionário da instituição de forma fragmentada e não declarada.

Relatório da consultoria Kroll aponta que a estratégia envolvia uma rede de empresas, fundos e pessoas físicas que atuavam de maneira coordenada para viabilizar a venda de carteiras de crédito consideradas problemáticas ou até inexistentes ao BRB. As operações teriam ocorrido no contexto dos aumentos de capital privado do banco entre 2024 e 2025, conhecidos como ACP 1 e ACP 2.

Segundo o banco, Monteiro adquiriu ações por meio de fundos ligados ao ecossistema do Master e, posteriormente, redistribuiu esses papéis a outros veículos financeiros. Para financiar as compras, ele contraiu empréstimos que somam R$ 84,2 milhões junto à Cartos Sociedade de Crédito Direto — empresa que, posteriormente, teria originado a Tirreno, citada como responsável por carteiras de crédito negociadas com o BRB.

Na ação em curso no Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios, o banco sustenta que há indícios de “dependência financeira absoluta” de Monteiro em relação a essa estrutura de crédito, com liberações de recursos coincidindo com datas e valores das aquisições de ações — o que reforçaria a tese de circularidade financeira para ocultar os verdadeiros controladores.

Em fevereiro, a Justiça determinou o bloqueio das ações vinculadas aos investigados. À época, os papéis somavam cerca de R$ 367 milhões e representavam 23,5% do capital social do BRB — uma escalada considerada atípica, já que, no início de 2024, a participação desses mesmos agentes era praticamente inexistente, de apenas 0,0007%.

Até o momento, Daniel Monteiro não se manifestou no processo, e sua defesa não foi localizada.

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