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TKF marca retorno das lutas e consagra Lucas Pereira com cinturão

TKF reacende cenário das lutas e marca retorno de Belém ao mapa nacional. Foto: Celso Rodrigues

A segunda edição do The King Fight (TKF) marcou mais do que uma noite de combates na Arena Guilherme Paraense, o Mangueirinho. O evento simboliza retorno da capital um cenário ao cenário das artes marciais e luta.

Coordenador técnico do evento, Toninho Marajó resume o principal desafio enfrentado pela organização, fazer o esporte voltar a pulsar na cidade. Segundo ele, houve um tempo em que Belém vivia uma “era de ouro” das lutas, com eventos frequentes, casas cheias e atletas de renome atraindo o público. “Belém sempre teve grandes eventos, super lutas, atletas famosos que puxavam público. Isso acabou. Durante anos, os lutadores daqui precisaram sair para outros estados para conseguir lutar”, relembra.

A proposta do TKF, ainda em sua segunda edição, é justamente inverter esse cenário. “A gente está reacendendo essa chama, fazendo os atletas voltarem a treinar com o objetivo de lutar aqui mesmo e trazendo o público de volta”, destaca.

Montar um card competitivo, no entanto, não foi tarefa simples. “Foi difícil convencê-los. Mas agora eles entenderam o nível do evento. Hoje temos estrutura e condições dignas, do nível de qualquer evento do cenário nacional. É importante a cidade ter um evento como esse”, afirma.

A avaliação é compartilhada pelo lutador e comentarista Antônio Arroyo, que vê no evento um passo importante não apenas para o esporte, mas para a formação pessoal dos atletas. “A arte marcial desenvolve caráter, disciplina e pode se tornar uma carreira. Aqui, o atleta tem um espaço digno para mostrar seu trabalho”, pontua.

Arroyo também destaca a importância do intercâmbio entre gerações dentro do card. “Você tem veteranos e iniciantes dividindo o mesmo evento. Isso renova o cenário e valoriza quem está começando”, diz.

A mesma leitura é feita pelo comentarista Ian Coelho, que enxerga o TKF como uma vitrine para novos talentos. “O nosso estado é um celeiro de atletas. Já tivemos campeões mundiais e representantes nos maiores eventos do mundo. O que faltava era oportunidade. O TKF devolve isso”, afirma.

Destaques e emoção no Octógono

Dentro do octógono, o sentimento é de conquista e reconhecimento. O lutador Davi Rayo celebrou a vitória contra um adversário experiente, o Japinha. “Quando comecei, ele já era campeão. Lutar com ele e vencer foi uma honra”, declarou. O jovem estreante emocionou o público e a família, que acompanhava de perto. “Muita luta para ele chegar até aqui. Ele treina desde os 12 anos, você não tem noção do quanto ele está determinado para chegar até aqui. Ele mereceu, ele mereceu muito, muito”, disse Rosana Nogueira, mãe de Rayo. 

Entre os destaques da noite, Tamirez Oliveira emocionou ao falar sobre sua estreia vitoriosa contra Jaylane Puguinha. A atleta ressaltou o papel do apoio recebido ao longo da trajetória. “Meu treinador acreditou em mim desde criança. Essa vitória é para minha família, minha equipe e para todos que nunca desistiram de mim”, disse.

Ela também deixou uma mensagem direta para quem acompanha o esporte. “Nunca desacreditem dos seus sonhos. Se tiver alguém que acredita em você, se agarre a isso”. 

Na luta principal, o paraense Lucas Pereira superou Yamaguchi Falcão na noite deste sábado (18), no Mangueirinho.

Com o resultado, faturou o cinturão dos pesos cruzadores (WBA e WBO) e ainda assegurou presença no Mundial de Boxe.

Presença de Acelino Popó e Coordenação do Evento

Com estrutura elogiada, o TKF contou com a presença de nomes importantes da luta como Acelino Popó na platéia. A produção do evento foi de Jader Neto e a coordenação de Eduardo Colares.

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