A Prefeitura de Jaíba, no Norte de Minas, confirmou a demissão imediata de servidores públicos após a circulação de vídeos que mostram uma festa realizada dentro da Casa de Apoio a pessoas com câncer mantida pelo município.
As imagens, que ganharam repercussão nacional nesta semana, mostram funcionários dançando forró e funk, consumindo bebidas alcoólicas e utilizando equipamentos de som em volume alto, tudo dentro de um ambiente destinado ao repouso e acolhimento de pacientes em tratamento oncológico.
Sete servidores demitidos
A administração municipal agiu com rigor após identificar os envolvidos por meio das gravações compartilhadas em redes sociais. Segundo o executivo local, sete servidores — entre contratados e ocupantes de cargos comissionados — foram sumariamente demitidos. Entre os desligados está a então coordenadora da unidade, que aparece nas filmagens participando da celebração.
Para os outros quatro servidores envolvidos que possuem vínculo efetivo, ou seja, são concursados, foi instaurado um Processo Administrativo Disciplinar (PAD), e eles permanecerão afastados de suas funções até a conclusão do inquérito que pode resultar em exoneração por justa causa.
“Prefunda indignação”
Em comunicado oficial, a prefeitura expressou “profunda indignação” e reiterou que a conduta dos profissionais fere frontalmente os princípios de moralidade e eficiência previstos no artigo 37 da Constituição Federal. “A gestão pública deve ser um exemplo de retidão, e todas as medidas necessárias serão tomadas para garantir que os órgãos municipais funcionem como verdadeiros espaços de acolhimento e dignidade”, afirmou o Executivo em nota.
A ex-coordenadora da casa, em declarações preliminares, admitiu a participação na dancinha de forró, mas alegou que “na sua ausência fizeram uma baderna” e que não compactua com a bagunça generalizada registrada nos vídeos.
Prefeitura pede desculpas
A Casa de Apoio é um serviço essencial para pacientes de Jaíba que precisam se deslocar para centros de referência em oncologia, oferecendo dormitórios e alimentação. O Ministério Público de Minas Gerais também deve acompanhar o desdobramento do caso para verificar se houve improbidade administrativa ou prejuízo direto ao atendimento dos usuários do sistema de saúde.
A prefeitura pediu desculpas formais à população e garantiu que a escala de funcionários já foi recomposta para que o atendimento aos pacientes não sofra interrupções.
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