Os anos 70 foram, sem sombra de dúvidas, os mais românticos na história do futebol paraense. Numa época em que Remo e Paysandu desfilavam na Série A, com times que dominavam vários adversários dentro de Belém e traziam jogadores promissores de equipes de ponta do futebol nacional, um desses talentos foi o atacante Júlio César.
Ponta nato, ele chegou ao Leão emprestado pelo Flamengo em 1977. Na capital paraense, encontrou Joubert Meira, responsável por sua estreia no clube carioca, e fez bastante sucesso em Belém. No Parazão de 1978, marcou o gol da vitória sobre o Paysandu que garantiu o título estadual.
A passagem pelo Flamengo e o apelido curioso
Depois, voltou ao Flamengo e, na Gávea, ganhou o apelido de Uri Geller, em homenagem ao ilusionista israelense famoso por realizar demonstrações de supostos poderes paranormais na televisão, como entortar colheres, entre outros truques. Em campo, Júlio César também ficou conhecido por “entortar” zagueiros.
A experiência no futebol paraense até hoje é lembrada pelo ex-craque do Leão e do Flamengo. Em entrevista recente ao perfil Canal Brabo TV, Júlio foi questionado pelos apresentadores sobre qual clássico marcava mais enquanto jogador: Flamengo x Vasco, Fla-Flu ou Flamengo x Botafogo. Ele foi além e afirmou que gostava mesmo era do Re-Pa, destacando a satisfação de vencer o Papão na época. Para ele, Remo e Paysandu estão entre as maiores rivalidades do país.
“A maior rivalidade para mim é o Re-Pa. Vocês viram a festa lá (em Belém) quando o Remo subiu? O Re-Pa é pesado”, declarou ele, que ainda jogou no Grêmio, River Plate, Fortaleza e Vasco.
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