Mercado Financeiro

Dólar Comercial R$ 5,22 ▲
Euro R$ 5,64 ▲
Bitcoin +3.2% ▲

Editorias

CLT segue dominante e supera trabalho por aplicativo no Brasil

Mesmo com “liberdade”, maioria ainda prefere emprego com carteira assinada

Apesar do crescimento do trabalho por aplicativos e da ideia cada vez mais difundida de autonomia profissional, de acordo com levantamento da Confederação Nacional da Indústria (CNI), 36,3% dos trabalhadores preferem vagas formais, com carteira assinada. O número supera outras modalidades, como o trabalho autônomo (18,7%) e o informal (12,3%). Entre os jovens, essa preferência é ainda maior e está diretamente ligada à busca por segurança, direitos trabalhistas e estabilidade financeira.

Para a gerente de Recursos Humanos, Anna Padinha, o resultado reflete um comportamento mais cauteloso diante das incertezas do mercado. “A CLT ainda entrega aquilo que o modelo informal não consegue sustentar, benefícios, proteção social e estabilidade. Mesmo com a flexibilidade em alta, o vínculo formal continua sendo percebido como um porto seguro”, explica.

Segundo ela, embora exista um discurso crescente sobre liberdade profissional, na prática o trabalhador ainda prioriza a segurança. “O discurso é de autonomia, mas não a qualquer custo. O trabalho por conta própria aparece muito mais como complemento do que como prioridade”, afirma.

Nas ruas, essa percepção também aparece na prática. O inspetor de qualidade Aílson Miranda, 31, diz que o modelo formal ainda compensa. “Tem a questão do salário e dos benefícios. No momento, pra mim, está compensando sim”, conta. Com carteira assinada desde 2018, ele destaca o impacto direto da estabilidade na vida pessoal. “É importante, principalmente por causa da minha família e da minha filha. Essa segurança faz diferença”, reforça.

O inspetor de qualidade Aílson Miranda, 31, diz que o modelo formal ainda compensa. Foto: Mauro Ângelo/ Diário do Pará.

Visões sobre o trabalho formal e autônomo

Nem todos, entretanto, almejam a carteira. A estudante Íris Nazaré Silva, 19, que também é atendente, não vê a carteira assinada como prioridade neste momento. “Não tenho problema em trabalhar como autônoma. Prefiro não ficar presa a um lugar só”, diz. Dividindo o tempo entre estudo e trabalho, ela afirma que o foco está em outros objetivos. “Quero fazer concurso, então hoje eu trabalho mais pra organizar meu tempo e garantir uma renda no horário vago”, explica.

A estudante Íris Nazaré Silva, 19, que também é atendente, não vê a carteira assinada como prioridade neste momento. Foto: Mauro Ângelo/ Diário do Pará.

Mesmo com essas diferenças de perfil, a tendência, segundo especialistas, não é de substituição, mas de equilíbrio entre os modelos. “O mais provável é que a gente veja uma convivência maior entre formatos. Nem só CLT, nem só informalidade. Empresas que conseguirem oferecer isso, flexibilidade com segurança, já vão sair na frente”, avalia Anna Padinha.

O post CLT segue dominante e supera trabalho por aplicativo no Brasil apareceu primeiro em Diário do Pará.

Compartilhe:

Facebook
Twitter
LinkedIn
Pinterest