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Alianças entre torcidas de Remo, Vasco e Paysandu elevam tensão em Belém

Relações entre organizadas influenciam clima nos estádios.

As alianças entre torcidas organizadas de clubes como Remo, Vasco e Paysandu ajudam a explicar o clima de tensão que envolve partidas disputadas em Belém, especialmente quando equipes de fora enfrentam os rivais locais. Mais do que uma simples rivalidade esportiva, o cenário é marcado por redes de amizade e rivalidade entre organizadas de diferentes estados, que interferem diretamente no comportamento dos torcedores dentro e fora dos estádios.

Matéria do site Peleja de autoria do repórter Kaike Dalapola explica como funciona esse fenômeno. No caso específico do confronto entre Remo e Vasco, a preocupação cresce devido à aproximação histórica entre torcidas do Vasco e do Paysandu, principal rival do Remo no clássico Re-Pa. Essa relação cria um ambiente mais hostil para os azulinos, já que grupos organizados passam a atuar de forma alinhada, ampliando o potencial de conflitos e exigindo reforço na segurança pública.

Remoçara em aliança com a torcida corintiana

“Esse confronto carrega uma carga de hostilidade que vai muito além das quatro linhas do campo, alimentada por uma teia de alianças e rivalidades que cruzam o país. O clima de pouquíssima receptividade é devido ao sistema de uniões de torcidas organizadas costurado pelas uniformizadas de Remo e Paysandu e que não deixa quase ninguém de fora no Brasil.”, diz a reportagem.

A rivalidade entre Remo e Paysandu, conhecida como RExPA, prossegue a reportagem, é considerada uma das mais intensas do futebol brasileiro e remonta ao início do século XX, sendo hoje o clássico mais disputado do mundo, com centenas de confrontos registrados. Essa disputa histórica potencializa qualquer movimentação envolvendo alianças externas, já que o antagonismo entre as torcidas locais é profundo e constante.

Alianças e o cenário de tensão em Belém

O conteúdo destaca que essas alianças não surgem por acaso, mas fazem parte de uma cultura consolidada entre torcidas organizadas no Brasil, onde grupos estabelecem relações de apoio mútuo — muitas vezes baseadas em afinidades históricas, ideológicas ou rivalidades em comum. Essas conexões influenciam deslocamentos de torcedores, presença em jogos e até confrontos previamente organizados.

Mesmo com toda essa hostilidade, não se tem tantos registros ao logo da história de confrontos envolvendo torcidas do Sul-Sudeste em Belém, e isso tem uma explicação geográfica e esportiva: a falta de representantes paraenses na elite do Brasileirão nos últimos anos”, cita o texto.

Para entender por que a torcida do Vasco entra em um campo minado, é preciso olhar para a lista de amigos dos donos da casa da partida deste sábado.

No caso específico do confronto entre Remo e Vasco, a preocupação cresce devido à aproximação histórica entre torcidas do Vasco e do Paysandu, principal rival do Remo no clássico Re-Pa.

Remoçada é, por exemplo, aliada da Força Flu, que é uma das grandes rivais estaduais das torcidas vascaínas. A TO do Remo fecha também com tantas outras que têm muita rivalidade com os cruz-maltinos Brasil afora. Já a Piratas Azulinos, segundo escalão remista, fecha com a Torcida Jovem do Flamengo, maior rival dos vascaínos, entre outras inimigas da FJV pelo país.

De acordo com o repórter, a Torcida Uniformizada Terror Bicolor (TUTB), do Paysandu; e a Torcida Organizada Remoçada (TOR), do Remo – que, atualmente, por questões legais, está registrada com o nome A Maior do Norte. A TUTB é uma importante aliada de torcidas como Força Jovem do Vasco (FJV)Mancha Verde (Palmeiras) e Galoucura (Atlético-MG), o trio de ferro da união Dedo Pro Alto (DPA).

A Piratas Azulinos, segundo escalão remista, fecha com a Torcida Jovem do Flamengo, maior rival dos vascaínos, entre outras inimigas da FJV pelo país.

Alerta das autoridades

Em Belém, episódios recentes reforçam o alerta das autoridades. Em 5 de fevereiro de 2026, uma confusão envolvendo torcedores de Remo e Paysandu foi registrada às vésperas de um clássico, com registros de vandalismo e confrontos físicos. Em nota, a Polícia Civil informou que o caso passou a ser investigado pela Delegacia de Proteção ao Torcedor e de Grandes Eventos (DPTGE).

Diante desse cenário, o reforço na segurança em jogos de grande porte tornou-se rotina, especialmente em partidas que envolvem clubes com torcidas aliadas a grupos rivais locais. A presença dessas alianças amplia o grau de risco e transforma partidas comuns em eventos de alta complexidade para as forças de segurança.

Não há, no conteúdo analisado, menção a acusados específicos em ações judiciais relacionadas às alianças citadas, mas o histórico de confrontos e a atuação de organizadas seguem sendo monitorados por autoridades.

Em 2024, 239 torcedores de Paysandu, Remo e Sport foram presos pela Polícia Militar do Pará, após confronto na Avenida Almirante Barroso.

Lista de aliadas da Remoçada/A Maior do Norte

Sudeste

  • Força Flu (Fluminense)
  • Gaviões da Fiel (Corinthians)
  • Guerreiros do Tigre (São Bernardo)
  • Máfia Azul (Cruzeiro)

Nordeste

  • Jovem do Leão (Sport)
  • Jovem Garra Tricolor (Fortaleza)
  • Leões da TUF (Fortaleza)
  • Os Imbatíveis (Vitória)
  • Facção Jovem (Campinense)
  • Máfia Vermelha (América-RN)

Sul

  • Os Fanáticos (Athletico)
  • Falange Azul (Londrina)
  • Nação Independente (Internacional)
  • Falange Grená (Caxias)
  • Gaviões Alvinegros (Figueirense)

Centro-Oeste

  • Esquadrão Vilanovense (Vila Nova)

Lista de aliadas da Piratas Azulinos

Sudeste

  • Torcida Jovem do Flamengo
  • Independente (São Paulo)
  • Pavilhão Independente (Cruzeiro)

Nordeste

  • Jovem do Leão (Sport)
  • Jovem Garra Tricolor (Fortaleza)

Sul

  • Camisa 12 (Internacional)
  • Dragões Atleticanos (Atlético-GO)

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