Uma exposição inspirada na emancipação do corpo feminino chegou a Belém e já atrai visitantes interessados em história, cultura e moda. Intitulada “Moda Mulher: corpo e memória”, a mostra apresenta a evolução do vestuário feminino e destaca as tendências que marcaram as mulheres ao longo dos últimos cem anos. A exposição acontece no Bosque Grão Pará, com visitação gratuita, e segue aberta ao público até 14 de abril.
A Universidade da Amazônia (Unama), por meio do curso de Moda, organizou a mostra e reuniu pesquisas desenvolvidas por alunos do 3º período. Os estudantes analisaram mudanças de estilo e comportamento em cada década e, assim, reconstruíram visualmente a trajetória feminina. Ao longo desse período, as mulheres conquistaram direitos fundamentais. Elas passaram a votar, ingressaram nas universidades e ampliaram sua presença no mercado de trabalho.
Além disso, a coordenadora do curso de Moda da Unama, Felícia Maia, destacou que a exposição vai além da estética. Segundo ela, a iniciativa convida o público a refletir sobre a história e a luta das mulheres por autonomia e reconhecimento social. “Nos últimos cem anos, grandes transformações aconteceram pela liberdade do corpo feminino. E a exposição mostra essa vivência, preservando a memória de lutas e conquistas contra o sistema patriarcal”, afirma.
Looks e representações históricas
Os organizadores produziram dez looks para representar cada fase histórica. A equipe concluiu o trabalho em dois meses e buscou valorizar elementos culturais, sociais e políticos que influenciaram o vestuário feminino. Dessa forma, cada peça expressa não apenas moda, mas também identidade, comportamento e resistência.
A revolução feminina e os direitos sobre o corpo
Outro ponto importante aparece nas transformações relacionadas aos direitos sobre o próprio corpo. A coordenadora lembra que avanços históricos mudaram a vida das mulheres e ampliaram suas escolhas. “A revolução feminina por liberdade também deu acesso a direitos sexuais. Por exemplo, na década de 60, surgiu a pílula anticoncepcional. Essa foi uma das reivindicações históricas das mulheres, que puderam decidir pelos seus corpos”, explica.
Assim, a exposição reforça a conexão entre moda e cidadania. Ao visitar a mostra, o público percebe que cada mudança no vestuário representa também uma conquista social e um passo importante rumo à igualdade.
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