O cenário político brasileiro passa por uma das maiores movimentações dos últimos anos. Ao todo, 20 chefes do Executivo estadual e municipal, sendo 10 governadores e 10 prefeitos de capitais, renunciaram aos seus cargos para disputar as eleições de 2026. Um dos governadores é Helder Barbalho (MDB), que transmitiu o cargo à vice Hana Gahssam Tuma. Helder será candidato ao Senado e lidera as recentes pesquisas eleitorais.
O movimento, concluído dentro do prazo legal de desincompatibilização, encerrou-se no último sábado (4) e segue a regra eleitoral que exige a saída de gestores públicos seis meses antes do primeiro turno. A medida busca evitar o uso da máquina pública em benefício de candidaturas.
A onda de renúncias já começa a redesenhar o tabuleiro político nacional e abre espaço para novas disputas pelo poder nos estados e nas capitais.
Governadores deixam cargos e miram Senado e até Presidência
Entre os 10 governadores que deixaram o cargo, dois nomes já despontam como pré-candidatos à Presidência da República: Romeu Zema (Novo-MG) e Ronaldo Caiado (PSD-GO). A maioria dos demais deve disputar vagas no Senado, que terá 54 cadeiras em disputa em 2026.
📌 Lista dos governadores que renunciaram:
- Gladson Cameli (PP-AC)
- Ibaneis Rocha (MDB-DF)
- Renato Casagrande (PSB-ES)
- Ronaldo Caiado (PSD-GO)
- Mauro Mendes (União-MT)
- Romeu Zema (Novo-MG)
- Helder Barbalho (MDB-PA)
- João Azevêdo (PSB-PB)
- Cláudio Castro (PL-RJ)
- Antonio Denarium (PP-RR)
Com a saída dos titulares, os vice-governadores assumem os mandatos e, em muitos casos, podem disputar a reeleição.
Um dos casos mais complexos é o do Rio de Janeiro. Como Cláudio Castro deixou o cargo sem vice, o Supremo Tribunal Federal (STF) deverá decidir se haverá eleição direta ou indireta para o mandato-tampão.
Capitais também entram na disputa política
Além dos governadores, dez prefeitos de capitais também deixaram seus cargos para disputar principalmente governos estaduais em 2026.
Entre os nomes estão gestores de grandes centros urbanos e lideranças regionais com forte influência política.
Prefeitos que renunciaram:
- Eduardo Paes (PSD-RJ)
- Lorenzo Pazolini (Republicanos-ES)
- João Campos (PSB-PE)
- Eduardo Braide (PSD-MA)
- Cícero Lucena (MDB-PB)
- David Almeida (Avante-AM)
- Dr. Furlan (PSD-AP)
- Tião Bocalom (PSDB-AC)
- Arthur Henrique (PL-RR)
- João Henrique Caldas (PSDB-AL)
Com as saídas, os vices assumem as prefeituras, garantindo continuidade administrativa. No Rio de Janeiro, por exemplo, Eduardo Cavaliere, de 31 anos, tornou-se o prefeito mais jovem da história recente da capital fluminense.
Estratégia, disputa e bastidores políticos
As renúncias em massa revelam uma estratégia clara: prefeitos e governadores usam os cargos atuais como trampolim para disputas mais amplas, especialmente governos estaduais, Senado e Presidência.
O movimento também reforça o impacto das regras eleitorais na reorganização do poder político no país.
Em alguns casos, as saídas ocorrem em meio a investigações e processos judiciais. Governadores como Antonio Denarium (PP-RR) e outros aliados enfrentam ações no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) por supostos abusos nas eleições de 2022.
Já o caso de Cláudio Castro chama atenção por sua complexidade jurídica, com possibilidade de desdobramentos no STF e na Justiça Eleitoral.
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