No sábado, 4, destacamos a história do ex-atacante Nildo Bigode, cria do Clube do Remo que virou ídolo e xodó da torcida gremista. Neste domingo, Remo e Grêmio duelam pela Série A em Porto Alegre. Além de Nildo, artiheiro histórico do Tricolor, outra joia lapidada nas categorias de base do Leão brilhou longe de casa e virou ídolo no clube azul do Rio Grande. A história de Luís Mário é daquelas que misturam talento, velocidade e oportunismo, ingredientes que o transformaram no inesquecível “Papa-Léguas”.
Nascido em Vigia, no Pará, o atacante começou sua trajetória no Remo, onde chamou atenção pela explosão física e pela facilidade em atacar espaços. Não demorou para ganhar o Brasil, passando pelo Mogi Mirim até chegar ao estrelado elenco do Corinthians no fim dos anos 1990.
No time paulista, fez parte de um dos grupos mais vitoriosos da história do clube, conquistando o Brasileirão de 1999 e o Mundial de Clubes de 2000. Mesmo sem ser protagonista absoluto, ganhou rodagem, experiência e visibilidade nacional.
Mas foi no Grêmio que Luís Mário escreveu seu capítulo mais marcante.
Apogeu no Grêmio e o título da Copa do Brasil
Entre 2001 e 2003, o paraense viveu o auge da carreira. Rápido, incisivo e decisivo, caiu nas graças da torcida gremista com atuações que misturavam raça e eficiência. O ponto alto veio na final da Copa do Brasil de 2001, justamente contra o Corinthians. No primeiro jogo, no Olímpico, marcou dois gols e foi decisivo para o título tricolor.
Ali, o “Papa-Léguas” deixou de ser apenas mais um atacante veloz para se tornar herói de um título. Como se não bastasse, ainda protagonizou um dos gols mais lembrados da época: um voleio em Gre-Nal que ajudou a eternizar seu nome na memória do torcedor.
A trajetória após o Grêmio
Depois do auge, a carreira seguiu por diferentes caminhos. Luís Mário acumulou passagens por clubes no Brasil e no exterior, atuando na Coreia do Sul, Portugal e Suíça. Apesar da rodagem, não repetiu o mesmo brilho vivido no Grêmio.
De volta ao Brasil, vestiu camisas importantes como Coritiba, Atlético-MG e Botafogo, além de retornar ao futebol paraense pelo Paysandu. Encerrou a carreira em 2015, após uma trajetória longa e marcada por altos e baixos. Hoje, é comentarista do programa Os Donos da Bola, da Band, no Rio Grande do Sul.
Hoje, segue ligado ao futebol, atuando como dirigente no interior do Rio Grande do Sul, levando a experiência de quem já decidiu títulos e viveu grandes momentos dentro de campo.
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