O meia David Braga teve a oportunidade de estrear com a camisa azulina no último domingo, no empate em 1 a 1 contra o Monte Roraima-RR, em jogo válido pela segunda rodada da Copa Norte de 2026. No entanto, quando ele entrou em campo, o gramado do Baenão já estava totalmente encharcado pela tempestade que caía sobre Belém. Não deu para mostrar muita coisa além de vontade e empenho, e isso ele fez. Mas, sua principal função, a de ser um armador no meio de campo, nisso ele esteve impossibilitado.
Para amanhã, contra o Santos-SP, pela Série A, o Leão Azul não terá seu principal maestro, o meia Vitor Bueno, lesionado. Outros dois desfalques certos são o zagueiro Marllon, suspenso pelo terceiro amarelo, e o volante Patrick, que tem vínculo com o Peixe e não pode entrar em campo por imposição contratual.
Possivelmente será de David Braga a responsabilidade de comandar o meio de campo. Ele é o único jogador dentro do elenco com essas características. Nesta terça-feira, ele concedeu entrevista coletiva pela primeira vez como jogador do Clube do Remo e falou da expectativa de estar em campo, do desafio que é ser uma primeira divisão, da já intensa relação com a torcida e de estar pronto para ajudar.
Recepção
“Feliz, muito feliz por estar aqui. Feliz pela estreia, mas não foi como eu gostaria, na verdade. A gente buscou a vitória, mas infelizmente veio o empate. E eu estou bem e feliz. Esse namoro com o Remo já tem mais de um ano na verdade, desde o acesso com o Rodrigo Santana, que me treinou no Athletic e lá nessa época era mais difícil de vir. E esse ano teve a oportunidade de novo, eles contaram aqui comigo. Infelizmente no começo do ano aconteceram coisas contratuais mesmo e infelizmente não deu certo, mas graças a Deus agora surgiu a oportunidade antes da janela fechar”.
Histórico
“Eu me profissionalizei muito tarde, com 19 anos, nunca tive uma base, sempre joguei o amador lá de Minas Gerais. No meu último ano de sub-20 fiz uma ótima copinha no Desportivo Brasil-SP e fui emprestado para o Athletic. Depois fui para trás o Atlético-GO e foi meu primeiro acesso para a Série A, em 2023. Depois voltei para o Athletic e tive acesso da Série C para a B. E ano passado a gente pôde permanecer na Série B, fazendo um bom campeonato também. E esse ano pretendo também, não só eu, mas coletivamente com a equipe, fazer uma excelente campeonato, permanecer na elite e, quem sabe, cavar uma vaguinha ali na Copa Sul-Americana”.
Fenômeno Azul
“Eu já tinha jogado aqui no Baenão contra o Remo, foi bem difícil e caloroso. A torcida aqui faz uma festa linda. Eu fui bem recebido pelos torcedores também, minha família também foi bem recebida, a gente ficou muito feliz pelo carinho de todos e a gente pretende ficar aqui anos e anos, porque a gente já gostou bastante da cidade”.
Prioridades
“A gente sabe das nossas prioridades, das três competições, mas eu venho aqui para ajudar. Se tiver que jogar as três competições, estou pronto. Vou me cuidar ao máximo, ter um mental forte também. E vamos em busca de todos os objetivos. Lógico que tem prioridade, eu acho, que é a Copa do Brasil e o Brasileiro, mas a Copa Norte também a gente não pode descartar. Um clube grande tem que entrar forte em todas as competições e é isso que a gente vai fazer no restante da temporada”.
Desafio
“A diferença é muito grande. O Remo subiu da Série C para a Série A em pouco tempo. É uma diferença muito grande agora, com jogadores mais técnicos, mais físicos, mais táticos também, o jogo em si é bem mais tático. Tem que saber jogar e acho que contra o Bahia-BA a gente esteve muito bem e a gente soube jogar. Temos que manter esse nível de concentração e seguir rumo aos nossos objetivos, ganhar jogos e acumular pontos”.
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