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Justiça mantém condenação de ex-líder da Maçonaria por assédio sexual

O Tribunal de Justiça de São Paulo confirmou a sentença contra o ex-líder maçom após denúncias de importunação sexual de ex-funcionárias.

A Justiça de São Paulo confirmou essa semana a manutenção da condenação de João José Xavier, ex-grão-mestre da Grande Loja Maçônica do Estado de São Paulo (Glesp). Xavier foi considerado culpado pelos crimes de assédio sexual e importunação sexual contra ex-funcionárias da instituição. A decisão definitiva estabelece uma pena de 2 anos e 4 meses em regime aberto, que foi convertida pelo magistrado em prestação de serviços à comunidade e pagamento de multa.

O caso veio à tona originalmente em 2020, quando mulheres que trabalhavam na administração e na limpeza da sede da Glesp, no bairro da Liberdade, denunciaram abusos cometidos pelo então “sereníssimo grão-mestre”. Segundo os relatos e as provas validadas pelo Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP), Xavier utilizava sua posição hierárquica superior para constranger as vítimas. O Superior Tribunal Maçônico já havia determinado o afastamento e o desligamento de Xavier da ordem logo após o início das investigações para que ele pudesse exercer sua defesa.

Confirmação da condenação de João José Xavier

A defesa de João José Xavier argumentou durante o processo que as provas eram insuficientes e as palavras das vítimas contraditórias, buscando a absolvição em instâncias superiores. No entanto, o colegiado da 12ª Câmara de Direito Criminal do TJSP manteve o entendimento de que os relatos das vítimas, corroborados por depoimentos de testemunhas que presenciaram os episódios de importunação, eram consistentes. O réu foi absolvido apenas em uma das três frentes de acusação apresentadas, por falta de provas específicas naquele caso isolado.

Sem vínculo com a maçonaria

Em nota oficial, a Grande Loja Maçônica do Estado de São Paulo reiterou que os fatos imputados a Xavier são de sua inteira responsabilidade pessoal e não possuem qualquer vínculo com as atividades institucionais ou os princípios da maçonaria. Com a confirmação da sentença, o caso encerra um longo ciclo jurídico que mobilizou a opinião pública e reforça o rigor da justiça paulista no combate a crimes de gênero em ambientes de trabalho.

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