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O peso da camisa 10: a trajetória de Neymar nas Copas de 2014, 2018 e 2022

Neymar Jr. é o fio condutor das esperanças brasileiras em três edições consecutivas de Mundial, marcadas por altos e baixos.

A trajetória de Neymar Jr. em Copas do Mundo é um roteiro de brilho técnico interrompido por dramas físicos e eliminações precoces. Desde que assumiu o protagonismo da Seleção Brasileira, o camisa 10 carregou a responsabilidade de encerrar o jejum de títulos mundiais, tornando-se o símbolo de uma geração que, embora vitoriosa em clubes, ainda busca a glória máxima com a Amarelinha.

Lembrando: o craque despontou em 2010 a tempo de jogar a Copa da África do Sul, mas Dunga o ignorou. O jogador vivia ótima fase no Santos ao lado do meia paraene Paulo Henrique Ganso. Voltando ao foco, ao analisar as edições de 2014, 2018 e 2022, percebe-se um padrão de protagonismo absoluto, mas que esbarrou em obstáculos que impediram o craque de erguer a taça mais cobiçada do planeta.

Copa de 2014: auge e fim de sonho com joelhada

Em 2014, jogando em casa, Neymar viveu o auge da idolatria e da pressão. Aos 22 anos, ele era a face de um Brasil que sonhava com o título no Maracanã. O atacante correspondeu em campo, marcando quatro gols e liderando a equipe até as quartas de final. No entanto, o sonho foi interrompido de forma traumática por uma joelhada do colombiano Juan Zúñiga, que fracionou uma vértebra do craque e o tirou da competição. Sem sua referência técnica, o Brasil sucumbiu no histórico 7 a 1 contra a Alemanha, deixando uma sensação de “o que poderia ter sido” se o camisa 10 estivesse em campo.

Copa de 2018: desgaste com o “cai-cai”

Quatro anos depois, na Rússia (2018), Neymar chegou ao Mundial envolto em polêmicas sobre seu estado físico após uma cirurgia no pé direito meses antes do torneio. Embora tenha marcado dois gols, o desempenho técnico ficou em segundo plano diante das críticas por suas quedas excessivas em campo, o que gerou memes e questionamentos sobre seu amadurecimento. O Brasil caiu nas quartas de final para a Bélgica, em um jogo onde Neymar tentou liderar a reação no fim, mas parou nas defesas de Courtois. Ali, a relação com parte da torcida sofreu o primeiro grande desgaste por conta da imagem de “caí-caí”.

Copa de 2022: água fria nos pênaltis e sem cobrança

Na Copa de 2022, no Catar, Neymar apresentou uma versão mais madura e focada, mas novamente a bruxa das lesões o atacou logo na estreia contra a Sérvia. Após um esforço hercúleo de recuperação para o mata-mata, ele brilhou nas quartas contra a Croácia, marcando um gol antológico na prorrogação que o igualou a Pelé na artilharia histórica da Seleção (segundo critérios da FIFA).

Contudo, o balde de água fria veio nos pênaltis, onde o Brasil foi eliminado sem que seu batedor oficial chegasse a cobrar o quinto pênalti. A imagem do craque chorando no centro do gramado simbolizou o fim de um ciclo de frustrações que agora ele tenta converter em motivação para o Mundial de 2026.

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