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Frango, ovos e carne suína podem subir com tensão global

Guerra no Oriente Médio pode encarecer ovos e carnes no Brasil

A escalada de tensões entre Estados Unidos e Irã no Oriente Médio já acende um alerta no setor de alimentos no Brasil: itens básicos como ovos, frango e carne suína podem ficar mais caros nas próximas semanas. A avaliação é da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), que acompanha os impactos indiretos do conflito sobre a cadeia global de produção.

Segundo a entidade, o principal fator de pressão vem do aumento no preço do petróleo, uma consequência quase imediata de crises geopolíticas na região. Com o barril mais caro, sobem também os custos de combustíveis, frete e energia — componentes essenciais para a produção e distribuição de proteínas animais no Brasil. Na prática, isso significa um efeito cascata que começa no campo e termina no bolso do consumidor.

Outro ponto destacado pela ABPA é o encarecimento dos insumos utilizados na alimentação dos animais, como milho e farelo de soja. O mercado global tende a reagir com volatilidade em cenários de guerra, o que pode elevar o custo dessas commodities, ainda que o Brasil seja um grande produtor. Quando a ração sobe, o custo de produção de frangos, suínos e ovos acompanha.

A entidade também aponta que o câmbio entra nessa equação. Em momentos de instabilidade internacional, o dólar costuma se valorizar frente a moedas de países emergentes, como o real. Com isso, insumos importados ficam mais caros e, ao mesmo tempo, as exportações brasileiras de proteína animal se tornam mais competitivas — o que pode reduzir a oferta interna e pressionar ainda mais os preços.

Impacto no Mercado de Proteínas Animais

No caso específico das carnes de frango e suína, o Brasil ocupa posição de destaque no mercado internacional. Se a demanda externa crescer em meio ao cenário de incertezas globais, frigoríficos podem direcionar maior volume para exportação, diminuindo a disponibilidade no mercado interno. O mesmo raciocínio vale para os ovos, cujo consumo costuma aumentar em períodos de encarecimento de outras proteínas.

A ABPA ressalta, no entanto, que os impactos não são automáticos nem uniformes. Tudo dependerá da duração e da intensidade do conflito, além das respostas do mercado internacional. Ainda assim, a recomendação do setor é de atenção redobrada, já que choques externos historicamente acabam chegando à mesa do brasileiro — às vezes mais rápido do que se imagina. Em um país onde o frango, o ovo e a carne suína são pilares da alimentação popular, qualquer variação de preço ganha peso imediato no orçamento das famílias.

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