O CEO global da Uber, Dara Khosrowshahi, confirmou que a empresa está monitorando de perto a escalada nos preços dos combustíveis no Brasil e que reajustes nas tarifas e nos repasses aos motoristas parceiros podem ser implementados em breve. A declaração foi feita em um momento estratégico, reforçando que o mercado brasileiro é atualmente o maior do mundo para a companhia, superando inclusive os Estados Unidos em volume de operações.
Khosrowshahi destacou que o aumento nos custos do petróleo e, consequentemente, da gasolina e do diesel, impacta diretamente a sustentabilidade financeira dos condutores. Para evitar uma debandada de profissionais e garantir a eficiência do serviço, a Uber estuda mecanismos de compensação que equilibrem os ganhos dos motoristas sem inviabilizar o custo para os passageiros.
O executivo ressaltou que a empresa pretende reagir de forma adequada para assegurar que a maior parte dos fundos continue sendo direcionada aos parceiros, mantendo a atratividade da plataforma.
Regulamentação e eficiência operacional
Além da questão econômica, o CEO mencionou a importância da tecnologia e da eficiência operacional. Ele esteve recentemente em Brasília para discutir a regulamentação do setor e ouviu demandas sobre o tempo de espera, reforçando que “tempo é dinheiro” para quem dirige.
Visão de longo prazo e desafios atuais
No cenário de longo prazo, Khosrowshahi também vislumbra a introdução de veículos autônomos como uma realidade futura, embora o foco imediato permaneça na gestão da crise dos combustíveis e na manutenção da liderança de mercado em solo brasileiro, especialmente em metrópoles como São Paulo.
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