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IBGE aponta que 3 em cada 10 adolescentes se sentem tristes com frequência

Pesquisa nacional revela aumento do sofrimento emocional entre adolescentes e reforça a necessidade de ampliar o apoio psicológico nas escolas. Foto: Tânia Rego/Agência Brasil

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou nesta quarta-feira, 25, um retrato preocupante sobre a saúde mental de adolescentes no país. A Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSe) ouviu mais de 118 mil estudantes de 13 a 17 anos, em escolas públicas e privadas, e revelou que três em cada dez jovens se sentem tristes sempre ou na maior parte do tempo. Proporção semelhante relatou já ter tido vontade de se machucar de propósito.

O levantamento também identificou que 42,9% dos alunos se sentem irritados, nervosos ou mal-humorados por qualquer coisa e que 18,5% pensam frequentemente que a vida não vale a pena ser vivida. Os dados indicam ainda um cenário de desamparo emocional. Cerca de 26,1% dos estudantes afirmaram sentir constantemente que ninguém se preocupa com eles, enquanto mais de um terço acredita que os pais ou responsáveis não entendem seus problemas e preocupações.

A violência também aparece como fator relevante, já que 20% relataram ter sofrido agressão física por parte de responsáveis pelo menos uma vez nos 12 meses anteriores à pesquisa. O estudo mostrou que menos da metade dos alunos frequentava escolas que ofereciam algum tipo de suporte psicológico. A situação é ainda mais crítica na rede pública, onde o acesso é menor do que na rede privada.

A presença de profissionais de saúde mental nas instituições também é limitada e alcança apenas cerca de um terço dos estudantes. O IBGE estima que aproximadamente 100 mil adolescentes brasileiros tiveram alguma lesão autoprovocada no período analisado. Entre esses jovens, os indicadores de sofrimento emocional são ainda mais altos, com grande parte relatando tristeza constante, irritação frequente, falta de sentido na vida e histórico de bullying.

Resultados alarmantes em meninas

As meninas apresentam resultados mais alarmantes em todos os indicadores avaliados. Elas relatam níveis maiores de tristeza, pensamentos autodestrutivos, irritação e sensação de abandono. A insatisfação com a própria imagem corporal também cresceu e atingiu principalmente o público feminino.

O nível geral de satisfação com a aparência caiu desde a última edição da pesquisa, e muitas adolescentes relataram tentativa de perda de peso mesmo sem se considerarem acima do peso. O cenário indica a necessidade de criação urgente de políticas públicas que considerem as diferenças entre meninos e meninas e ampliem o acesso a atendimento psicológico, especialmente no ambiente escolar.

Apoio e recursos disponíveis

O Ministério da Saúde orienta que adolescentes e familiares busquem ajuda sempre que surgirem pensamentos de autolesão ou sofrimento emocional intenso, recorrendo a serviços de saúde, familiares, amigos e canais de apoio disponíveis.

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