A Polícia Civil do Rio de Janeiro efetuou a prisão de Iago de Souza Pilar, mulher trans conhecida pelo apelido de “Rainha do Gozo Farto”, apontada como a principal articuladora de uma série de roubos e furtos cometidos durante encontros românticos marcados por aplicativos.
A investigação, conduzida por agentes especializados em crimes de proximidade, revelou que a suspeita utilizava perfis falsos e uma estratégia de sedução para atrair homens de classe média e alta para locais privados, onde aplicava substâncias entorpecentes nas bebidas das vítimas.
Vítimas eram dopadas
Após a dopagem, a Rainha aproveitava o estado de inconsciência dos alvos para subtrair pertences de luxo, joias, aparelhos celulares e realizar transferências bancárias vultosas por meio de aplicativos de instituições financeiras instalados nos dispositivos das vítimas.
O apelido peculiar da criminosa surgiu de sua própria ostentação em grupos de mensagens e redes sociais, onde ela comemorava o sucesso dos golpes e a fartura dos recursos obtidos de forma ilícita. A polícia identificou que o modus operandi da Rainha não era isolado, contando com o apoio de comparsas que auxiliavam na logística de escoamento dos produtos roubados e na lavagem do dinheiro desviado através de contas de “laranjas”.
Diversas vítimas compareceram às delegacias para prestar depoimento, relatando apagões de memória que duravam horas e o prejuízo financeiro acumulado que, em alguns casos, ultrapassou a marca de dezenas de milhares de reais por cada episódio.
Ladra responderá por roubo qualificado e estelionato
Durante a operação de captura, os policiais localizaram com a investigada frascos de medicamentos controlados e sedativos que eram utilizados para dopar as vítimas, além de objetos que haviam sido reportados como roubados em boletins de ocorrência recentes. A Rainha agora responde pelos crimes de roubo qualificado, estelionato e associação criminosa, podendo ter a pena agravada pelo risco à vida causado pela administração de substâncias químicas sem controle médico.
A polícia orienta que outras possíveis vítimas que reconheçam a suspeita procurem a delegacia mais próxima para formalizar a denúncia, garantindo que o inquérito reúna o máximo de provas para manter a agressora sob custódia e desarticular completamente a rede de receptadores que operava sob seu comando no Rio de Janeiro.
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